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JPMorgan aumenta o salário do CEO Jamie Dimon para US$ 43 milhões por ano

Conselho administrativo do banco tomou a decisão considerando desempenho financeiro da instituição e o trabalho de Jamie Dimon no desenvolvimento de lideranças

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 20h47.

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O conselho de administração do JPMorgan Chase & Co. aprovou um aumento da remuneração total para o CEO, Jamie Dimon, em US$ 43 milhões por ano, no que marca seu 20º ano à frente do banco americano. A cifra supera em 10,3% os US$ 39 milhões recebidos por Dimon no último ano.

Dimon terá um salário-base de US$ 1,5 milhão, somado a US$ 41,5 milhões em remuneração variável atrelada a desempenho, de acordo com documento divulgado na quinta‑feira pela instituição. O pacote reforça a confiança do conselho na liderança do executivo em um dos maiores bancos do mundo, segundo a Bloomberg.

O documento ressalta que, ao definir a compensação, os conselheiros levaram em conta “o trabalho contínuo de Dimon no desenvolvimento de lideranças, seu compromisso com os acionistas e seu longo mandato à frente de uma empresa líder em serviços financeiros”.

Crescimento ininterrupto e receitas recordes

Nos últimos anos, o JPMorgan tem registrado crescimento consistente. A instituição fechou oito anos consecutivos com receitas recordes e, em 2025, anunciou a inauguração de uma nova torre de escritórios na Park Avenue, em Nova York, para abrigar sua sede corporativa.

O banco também se beneficiou de maior volatilidade nos mercados financeiros, que ampliou a receita com operações de negociação, e de um aumento nas transações de fusões e aquisições entre clientes. Em 2025, o lucro líquido alcançou US$ 57 bilhões, valor próximo ao recorde registrado em 2024.

Atritos com Donald Trump

No mesmo dia em que divulgou o reforço na remuneração de Dimon, o JPMorgan enfrentou um ataque público do presidente Donald Trump.

O republicano entrou com uma ação judicial contra o banco e contra Dimon, buscando pelo menos US$ 5 bilhões em supostos danos, ao alegar que a instituição se recusou a fornecer serviços bancários a ele e às suas empresas por motivações políticas.

O advogado do presidente, Alejandro Brito, entrou com a ação na manhã de quinta-feira em um tribunal estadual da Flórida, em Miami, em nome do presidente e de várias de suas empresas do setor hoteleiro.

Brito cita o código de conduta do JPMorgan, que afirma que o banco opera "com o mais alto nível de integridade e conduta ética".

"Estabelecemos altas expectativas e nos responsabilizamos por elas. Fazemos o que é certo — não necessariamente o que é fácil ou conveniente. Cumprimos a letra e o espírito das leis e regulamentos em todos os lugares onde atuamos e temos tolerância zero para comportamentos antiéticos", afirma a ação, citando o código de conduta do banco.

"Apesar de alegar prezar esses princípios, o JPMorgan Chase os violou ao encerrar unilateralmente — e sem aviso prévio ou reparação — diversas contas bancárias do autor", alega a ação.

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