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Remy Sharp
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IPCA e a queda de juros, Fed hawkish, o prejuízo e o plano da Via e o que move o mercado

Mercado projeta inflação de acumulada mais forte em julho; no exterior, membros do Federal Reserve mantêm cautela no mercado

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Roberto Campos Neto, presidente do BC, espera inflação mais alta no segundo semestre (Tuane Fernandes/Bloomberg/Getty Images)

Roberto Campos Neto, presidente do BC, espera inflação mais alta no segundo semestre (Tuane Fernandes/Bloomberg/Getty Images)

Investidores deverão repercutir nesta sexta-feira, 11, os números do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho. O indicador será divulgado às 9h pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sob expectativa de alta mensal de 0,07%. Espera-se uma aceleração de 3,16% para 3,93% para o acumulado de 12 meses. Em julho do ano passado, o IPCA foi negativo em 0,68%.

IPCA de julho e projeções de inflação mais alta até o fim do ano

O mercado estará atento especialmente aos itens menos voláteis da cesta de inflação, com destaque para os preços de serviços. Alguma alta do IPCA acumulado  já é esperada e está nas contas do Banco Central. O próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse  em participação no plenário do Senado nesta quinta-feira, 10, esperar por uma inflação mais forte para o segundo semestre.

A ata da última decisão do Comitê de Política Monetária, que marcou o início do ciclo de queda de juros no Brasil com um corte de 0,5 ponto percentual (p.p.) praticamente sacramentou que o Copom manterá o mesmo ritmo de cortes nas reuniões seguintes. Por outro lado, eventuais surpresas do IPCA para baixo podem reacender as esperanças de um corte de juros mais intensos e/ou com juros mais baixo no fim do ciclo. Logo após a reunião do Copom da semana passada, o mercado chegou a especular a possibilidade de o BC apertar o passo, com alguma queda de 0,75 ponto percentual. A projeção do Focus para o IPCA deste ano é de 4,84%.

Fed hawkish

Discussões sobre inflação e política monetária também deverão permear os negócios do mercado internacional nesta sexta. No último pregão, números levemente abaixo do esperado para o Índice de Preço ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos chegaram a animar o mercado. Mas uma nova sinalização mais hawkish do Federal Reserve (Fed) jogou um balde de água fria, apagando as altas das bolsas americanas -- e também  do Ibovespa, que fechou em queda de 0,04%.

A reação negativa teve início após a presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, dizer que ainda "há mais trabalho a ser feito" para conter a inflação americana. As falas vão na mesma direção da diretora do Fed Michelle W. Bowman, que disse no início da semana ver a necessidade de novas altas de juros.

Embora as apostas majoritárias sejam de que o Fed já tenha encerrado o ciclo de alta de juros nos Estados Unidos, o cenário ainda segue de dúvidas, com parte do mercado prevendo uma nova alta até o fim do ano. Diante das incertezas, qualquer dado de inflação fora das expectativas pode levar o mercado a tender para um lado ou para outro. Por isso, as atenções serão ainda maiores para o Índice de Preço ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que será divulgado nesta sexta. O consenso é de uma alta de 0,2% na comparação mensal e 0,7% na anual. Para núcleo do PPI a projeção é de uma alta anual de 2,3% e mensal de 0,2%.

Balanços no radar

Nesta sexta, investidores ainda deverão reagir aos últimos balanços corporativos do segundo trimestre. Entre os mais aguardados da noite passada estiveram os da Cyrela, B3 Rumo, Simpar, PetroRecôncavo, Sabesp e Via, que foi um dos destaques negativos da última noite.

Via apresenta plano para se reerguer após prejuízo quase bilionário no 1º semestre 

A empresa dona das Casas Bahia e Ponto apresentou prejuízo líquido de R$ 492 milhões contra o lucro de R$ 6 milhões no mesmo período do ano passado. No semestre, o saldo foi negativo em R$ 789 milhões. A receita líquida caiu 2,1%.

Diante do cenário desafiador, a Via divulgou após o resultado um "plano de transformação e projeções", com foco na "estabilização da operação e priorizando a geração de caixa e a melhoria da rentabilidade". O plano envolve a redução 50 a 100 lojas ainda neste ano, com revisão de alugueis e sublocação de espaço ocioso, entre outras medidas para tentar melhorar a eficiência do negócio. Cotada a R$ 1,83, a ação da Via acumula cerca de 20% de queda no ano contra uma alta próxima de 12% do Ibovespa no período. Em relação à máxima de 2020, a queda acumulada é de 91%.

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