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Inter (BIDI11): ponto de entrada para apostar na tese de banco digital?

Um dos líderes dos chamados neobancos divulga o resultado do quarto trimestre embalado por uma valorização de 30% nas units no último mês; veja o que dizem analistas

Entrada do prédio onde fica a sede do Banco Inter, em Belo Horizonte | Foto: Inter/Divulgação (Inter/Divulgação)

Entrada do prédio onde fica a sede do Banco Inter, em Belo Horizonte | Foto: Inter/Divulgação (Inter/Divulgação)

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Da Redação

21 de fevereiro de 2022, 06h30

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O Inter (BIDI11) divulga o resultado do quarto trimestre nesta segunda-feira, dia 21, em um momento em que ensaia a reconquista da confiança do investidor e com a ação se distanciando das cotações mínimas em mais de um ano.

Os números serão divulgados ao mercado depois do fechamento do mercado.

Nos últimos 30 dias, as units do Inter acumulam alta de cerca de 30%, pegando carona na valorização trazida pelo forte ingresso de capital de investidores estrangeiros e em meio a uma perspectiva de mudança na direção dos "ventos" que interferiram no preço nos últimos meses.

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Em relatório distribuído a clientes há um mês, justamente no ponto de virada para os papéis, os analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Thiago Paura, do BTG Pactual (BPAC11), apontaram que os valuations estavam mais atrativos -- as units naquele momento eram negociadas a 20,70 reais, versus 26,73 reais na última sexta-feira, dia 18.

Segundo os analistas, alguns dos ventos contrários para os papeis poderiam perder força e se tornarem ventos a favor até o fim do ano.

No relatório, a projeção dos analistas é que o Inter encerre o ano de 2022 com 24 milhões de clientes, o que significaria um acréscimo de 48% na base anual, apesar do cenário descrito como "desafiador".

"Vemos o Inter negociando a 2,1x o último P/BV [preço da ação sobre o valor patrimonial da ação], o que parece atrativo para um dos bancos digitais líderes no Brasil, mostrando um grande desconto sobre seus pares (por exemplo, o Nubank negociava naquele momento a cerca de 8x P/BV)", apontaram os analistas do BTG Pactual no relatório.

Os analistas apontaram que a queda acentuada de cerca de 75% desde as máximas históricas de 85 reais em julho de 2021 até aquele momento de divulgação do relatório se deveu a uma combinação de fatores como: deterioração do cenário macro com alta do custo de capital próprio (cost of equity), insucesso no plano de listagem nos Estados Unidos e venda de ações de um importante acionista, o fundo Ponta Sul, do investidor Flávio Gondim.

Mas o Inter já informou que não desistiu da listagem em Nova York, na Nasdaq, que deve ocorrer neste ano, enquanto o quadro de deterioração macro e alta das taxas de juros pode estar se aproximando de uma estabilização. Por fim, o Ponta Sul zerou sua posição no Inter, segundo informações que circularam no mercado há poucas semanas.

A recomendação dos analistas para a ação era de compra, com preço-alvo em 12 meses que embute um upside (potencial de valorização) de cerca de 35%.