Ibovespa zera ganhos e termina o dia abaixo dos 100 mil pontos; WEG e Magalu lideram altas

Com alta de 0,03%, principal índice da bolsa não teve força para sair dos 99 mil pontos. Queda de 2% da Vale puxou o desempenho para o lado negativo
Ibovespa termina a segunda-feira, 20, abaixo dos 100 mil pontos (Paulo Whitaker/Reuters)
Ibovespa termina a segunda-feira, 20, abaixo dos 100 mil pontos (Paulo Whitaker/Reuters)
Por Bianca AlvarengaBeatriz Quesada

Publicado em 20/06/2022 às 17:42.

Última atualização em 20/06/2022 às 18:34.

Ibovespa hoje: o principal índice da B3 encerrou a segunda-feira, 20, no zero-a-zero, estacionado no limite dos 99 mil pontos, após uma semana de fortes perdas. No exterior, os índices europeus terminaram o dia em alta, assim como os futuros americanos as bolsas dos Estados Unidos não funcionaram hoje, devido ao feriado de Juneteenth.

A alta do mercado no exterior impulsionou a cotação do dólar. A moeda dos Estados Unidos segue em forte movimento de valorização, e encerrou o dia em alta de 0,8%, aos R$ 5,18.

  • Ibovespa: + 0,03%, 99.852 pontos.
  • Dólar: + 0,83%: R$ 5,186

O mercado começou o dia em queda, influenciado principalmente pela queda da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3 e PETR4). No caso da petroleira, as perdas de até 2% foram revertidas ao longo da sessão, e tanto as ações preferenciais quanto as ordinárias encerraram o pregão em alta.

A volatilidade foi causada pela notícia de que José Mauro Coelho, presidente da estatal, renunciou ao posto. Fernando Borges, diretor executivo de exploração e produção da companhia, será o interino até a eleição e posse do novo presidente. A nomeação de um novo presidente reduziu o receio dos investidores, e os papeis terminaram em alta de até 1%.

Coelho já havia sido demitido por Bolsonaro, mas aguardava rito no conselho de administração para deixar efetivamente o comando da estatal. A renúncia, informada pela Petrobras em fato relevante, acelerou o processo.

A saída do executivo responde à escalada da pressão sobre a Petrobras após o presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmar na sexta-feira, 17, que Coelho deveria renunciar “imediatamente”. No dia anterior, a estatal havia anunciado um reajuste de 14% no diesel e 5% na gasolina que entrou em vigor no fim de semana.

Já a Vale recuou mais de 2%, pressionada pela queda do minério de ferro na China. Desde a semana passada, quando o Federal Reserve (Fed, banco central americano), elevou a taxa de juros dos Estados Unidos em 0,75 ponto percentual, as cotações das commodities têm operado em baixa, em razão do receio de uma contração na atividade industrial nas maiores economias.

  • Petrobras (PETR3): + 0,87%
  • Petrobras (PETR4): + 1,14%
  • Vale (VALE3): - 2,47%

Destaques de ações

Entre as maiores altas do dia ficaram os papeis do Magazine Luiza (MGLU3) e da WEG (WEGE3). A varejista segue o movimento de correção parcial, dado que acumula ainda uma queda de 64% desde o início do ano.

Já a WEG subiu forte, na vice-liderança do pregão, após uma recomendação de compra pelo banco BTG Pactual. A equipe de análise do banco elevou a recomendação do papel para compra, e estipulou um preço-alvo de R$ 40 em 12 meses, o que significa uma valorização de 75% em relação à cotação de fechamento da última sexta-feira, 17.

No lado negativo, as petroleiras privadas apareceram entre as maiores quedas da bolsa. A 3R Petroleum chegou a recuar mais de 7% na mínima do dia. Ao longo do pregão, no entanto, os papéis arrefeceram parte das perdas.

Vale lembrar que o setor reage ainda às quedas do preço do petróleo no mercado internacional. A commodity vem sendo penalizada desde a semana passada, com investidores especulando uma diminuição da demanda caso a economia americana entre em cenário de recessão.

O pior desempenho do Ibovespa ficou com a Natura (NTCO3), com queda de 7%, em um movimento de aparente realização de lucros. Na semana passada, o anúncio da nomeação de Fábio Barbosa como novo presidente da companhia puxou uma forte valorização dos papeis da empresa de cosméticos.

  • Magazine Luiza (MGLU3): + 8,40%
  • WEG (WEGE3): + 5,56%
  • Natura (NTCO3): - 7,61%
  • 3R Petroleum (RRRP3): - 4,60%