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Ibovespa vira para alta e dólar cai com petróleo fechando longe das máximas

O Ibovespa ganhou força ao longo da tarde desta quinta-feira, 19, e virou para alta, acompanhando a melhora do humor no exterior

Ibovespa vira para alta: o principal índice da B3 subia 0,49%, aos 180.517 pontos, afastando-se das mínimas do dia (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa vira para alta: o principal índice da B3 subia 0,49%, aos 180.517 pontos, afastando-se das mínimas do dia (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 19 de março de 2026 às 16h28.

O Ibovespa ganhou força ao longo da tarde desta quinta-feira, 19, e virou para alta, acompanhando a melhora do humor no exterior. Às 16h19, o principal índice da B3 subia 0,49%, aos 180.517 pontos, afastando-se das mínimas do dia.

No câmbio, o movimento também foi de alívio. Após operar em alta pela manhã, o dólar firmou queda frente ao real e, no mesmo horário, recuava 0,72%, cotado a R$ 5,209.

O desempenho dos ativos locais segue em linha com o exterior, onde os principais índices de Nova York reduziram as perdas registradas mais cedo, em meio a um ambiente ainda volátil.

Parte da melhora veio com a desaceleração dos preços do petróleo, que também se afastaram das máximas intradiárias. O petróleo Brent, referência mundial, encerrou em alta de 1,18%, a US$ 108,65 o barril, depois de ter atingido a máxima de US$ 119,13 durante a madrugada. Já o petróleo WTI, parâmetro nos Estados Unidos, caiu 0,19%, cotado a US$ 96,14.

Na bolsa brasileira, as ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) subiam 0,63% e 0,28%, respectivamente. A Vale (VALE3) mantinha queda de 0,80%, mas parte dos grandes bancos passaram a subir como Santander (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3).

O movimento de deterioração dos mercados ganhou força ainda na véspera, após a intensificação do conflito no Oriente Médio. A ofensiva de Israel contra o campo de gás de South Pars desencadeou uma reação do Irã, que ampliou os ataques na região, incluindo ações contra alvos no Golfo.

A escalada elevou os temores sobre o fornecimento global de energia e levou o petróleo a tocar níveis próximos de US$ 119 por barril durante a madrugada.

Cautela global dos BCs sobre os juros

As incertezas em torno do conflito também influenciaram a comunicação de política monetária das principais economias.

O Federal Reserve (Fed) manteve a taxa básica de juros do país no intervalo de 3,50% a 3,75%., conforme esperado, mas adotou um tom mais cauteloso ao destacar os riscos inflacionários associados ao cenário global.

Na mesma linha, o Banco da Inglaterra (BoE) optou por não cortar juros e reforçou uma postura mais dura, sinalizando preocupação com a persistência das pressões inflacionárias — o que contribuiu para manter o ambiente global mais avesso ao risco ao longo do dia.

No Brasil, o mercado também repercute a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, sinalizando o início de um ciclo de afrouxamento monetário, ainda condicionado ao comportamento da inflação e ao cenário externo mais volátil.

O mercado também repercute os dados dos Estados Unidos, divulgados nesta manhã, e que mostraram que os pedidos iniciais de seguro-desemprego somaram 205 mil na semana encerrada em 14 de março, abaixo das expectativas do mercado, o que reforça a resiliência da economia americana e sustenta a postura cautelosa do Federal Reserve em relação a cortes de juros.

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