Ibovespa: índice avança nesta quarta-feira, 26, após IPCA-15. (Germano Lüders/Exame)
Repórter de Invest
Publicado em 26 de agosto de 2026 às 12h59.
O Ibovespa opera em leve alta nesta quarta-feira, 26, apoiado pela leitura mais fraca da inflação brasileira e pelos ganhos das ações do setor financeiro. Hoje também é a divulgação do balanço da Nvidia, prevista para depois do fechamento do mercado americano. Por volta das 13h (horário de Brasília), o principal índice da B3 avançava 0,34%, aos 175.165 pontos. O dólar comercial também subia 0,36%, cotado a R$ 5,158.
Entre os destaques positivos do índice estavam os grandes bancos, como Itaú Unibanco (ITUB4), com alta de 0,66%, Bradesco (BBDC4), que avançava 1,61%. A Vale (VALE3), por outro lado, registrava ligeira queda de 0,18%, impedindo um avanço maior do índice.
Já a Petrobras (PETR4; PETR3) operava em alta, apesar da queda dos preços do petróleo no exterior. As ações preferenciais subiam 1,02%, enquanto as ordinárias avançavam 0,63%.
Entre as maiores altas do pregão, Azzas (AZZA3) disparava 3,35%. Vivara (VIVA3) também avançava 2,67%. Na ponta negativa, Braskem (BRKM%) recuava 6,33% e Yduqs (YDUQ3) perdia 2,75%.
O movimento da bolsa ocorria após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar a prévia oficial da inflação de agosto. O IPCA-15 registrou deflação de 0,40% no mês, resultado mais intenso do que a queda de 0,30% projetada pelo mercado. Em julho, o indicador havia avançado 0,06%. No acumulado do ano, o IPCA-15 passou a registrar alta de 3,09%. Em 12 meses, a inflação ficou em 4,24%.
Para o consultor da Wiser Asset, Fábio Murad, a leitura mais fraca da inflação favorece ações sensíveis aos juros, embora o resultado não seja suficiente para garantir um novo corte da Selic em setembro. "O resultado não garante a decisão, já que parte expressiva da queda veio do desconto temporário na energia elétrica."
No exterior, investidores também avaliavam os dados de inflação dos Estados Unidos. O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação preferida pelo Federal Reserve (Fed), avançou 3,7% em julho ante o mesmo mês de 2025, levemente acima da projeção de 3,6%.
Os preços do petróleo caíam mais de 2%, diante da redução das preocupações com um conflito militar no Golfo Pérsico e da possibilidade de um acordo entre Irã e Omã para garantir uma rota segura de trânsito pelo Estreito de Ormuz.
O West Texas Intermediate (WTI, referência de preços nos EUA) recuava 2,02%, a US$ 80,70 o barril, enquanto o Brent, parâmetro global, caía 2,08%, para US$ 86,74.
Head de mercados da AJ Bell, Dan Coatsworth pontuou que as sanções impostas pelos EUA ao Irã foram menos severas do que o esperado, e o movimento ajudou os mercados a recuperar parte da estabilidade, em meio também ao recuo dos rendimentos dos títulos do governo americano.
Irã e Omã discutiam a criação de uma rota marítima conjunta e temporária pelo Estreito, além de uma missão de limpeza de minas. A iniciativa é considerada uma etapa preliminar para um possível acordo permanente de administração da via.
Os principais índices de Nova York operavam em leve queda, após os dados do PCE mostrarem que a inflação americana permanece elevada. O S&P 500 recuava 0,1%, enquanto o Nasdaq caía 0,2%. O Dow Jones perdia 53 pontos, também uma baixa de 0,1%.
A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, se destacava entre as altas, com valorização de 4%. A empresa fechou um acordo com procuradores-gerais estaduais para encerrar um processo que alegava que seus aplicativos de redes sociais prejudicavam usuários jovens.
No radar dos investidores também está o discurso que o presidente do Fed, Kevin Warsh, fará na sexta-feira, 28, durante o simpósio anual do banco central em Jackson Hole, no Wyoming. Alguns analistas avaliam que ele pode evitar sinalizações mais claras antes da decisão do banco em setembro.
Na Europa, os principais índices operavam em alta, com destaque para os setores de viagens, bancos e mineração. O Stoxx 600 subia 0,27%, aos 658,25 pontos. O DAX, de Frankfurt, avançava 0,42%, a 26.377,61 pontos. Em Londres, o FTSE 100 ganhava 0,16%, a 10.903,33 pontos.
O CAC 40, de Paris, subia 0,68%, a 8.496,88 pontos, enquanto o FTSE MIB, de Milão, avançava 0,62%, a 53.049,68 pontos.
Na Ásia, os mercados encerraram o pregão sem uma direção única. O Nikkei 225, do Japão, subiu 0,62%, aos 66.262,16 pontos, enquanto o Topix avançou 0,42%, a 4.111,02 pontos.
Na Coreia do Sul, o Kospi ganhou 0,97%, aos 6.808,21 pontos, e o Kosdaq fechou praticamente estável, aos 826,87 pontos. Na Austrália, o S&P/ASX 200 recuou 0,4%, aos 9.127,80 pontos. Na China continental, o CSI 300 terminou o dia em alta de 0,85%, aos 4.590,79 pontos.