Bolsa brasileira: dinheiro gringo impulsiona alta (Amanda Perobelli/Reuters)
Editor de Invest
Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 18h31.
Última atualização em 21 de janeiro de 2026 às 18h32.
A bolsa brasileira voltou a bater recordes nesta quarta-feira, 21. Um dia que começou com apreensão por parte dos investidores, que acompanharam com atenção cada palavra dita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em discurso no Fórum Econômico Mundial. Logo veio o alívio com a fala amena do republicano, descartando uma invasão militar a Groenlândia e, mais tarde, anunciando a suspensão de tarifas de 10% que seriam aplicadas às nações europeias que não o apoiaram na anexação do território no Ártico.
Para o Ibovespa, foi um fôlego a mais. O índice já começou o dia em alta forte e os ganhos foram escalando, fazendo o benchmark avançar pelo patamar dos 170 mil pontos. No fechamento, subiu 3,33%, aos 171.816 pontos, um recorde absoluto.
"Os traders e players compraram bolsa como se não houvesse amanhã", afirma Felipe Sant'Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing.
"Dólar em queda no mundo faz um fluxo estrangeiro entrar na bolsa. Ele traz bilhões, compra real e ativos brasileiros. O mercado fortemente acredita que o Brasil é a bola da vez", complementa. Um gestor de ações confirmou à EXAME: os gringos estão voltando com força total para a bolsa brasileira.
O Ibovespa não fechava em alta de mais de 3% desde abril do ano passado e o percentual desta quarta-feira é o maior em quase três anos (em abril de 2023 o índice avançou mais de 4%).
Ações do setor de educação lideraram os ganhos do benchmark, com Cogna (COGN3) disparando11%. Assim, o papel dá sequência à alta obtida em 2025, quando acumulou valorização de mais de 200%. Yduqs (YDUQ3) teve o segundo melhor desempenho da carteira, com alta de mais de 8%.
As blue chips garantiram mais um recorde histórico para o índice. Destaque para Vale (VALE3) que, de longe, teve o maior volume de negócios do dia, movimentando R$ 6,8 bilhões na sessão e fechando em alta de 3%. Petrobras também sustentou os ganhos, com as ações ordinárias (PETR3) subindo 4,59% e as preferenciais (PETR4) avançando 3,53%.
Entre os "bancões", Itaú (ITUB4) foi o que mais subiu, fechando em alta de 4,38%, seguido por Bradesco, com ganhos de 3,08%.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones subiu 1,21%, o S&P500 avançou 1,16% e a Nasdaq fechou em alta de 1,18%.
O dólar comercial caiu 1,13%, a R$ 5,319.