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Ibovespa supera 124 mil pontos pela 1ª vez desde janeiro; Inter sobe 24%

Índice acompanha alta nos Estados Unidos e sobe na esteira dos ganhos das ações de tecnologia e dos papéis atrelados ao petróleo

Foto: Germano Lüders/ EXAME (Germano Lüders/Exame)

Foto: Germano Lüders/ EXAME (Germano Lüders/Exame)

BQ

Beatriz Quesada

Publicado em 24 de maio de 2021 às 17h26.

Última atualização em 24 de maio de 2021 às 17h59.

O Ibovespa avançou 1,17% nesta segunda-feira, 24, acompanhando as altas do mercado americano, onde investidores aproveitam a queda — mesmo que temporária — dos temores de inflação para comprar ações de tecnologia. O principal índice da B3 encerrou o dia aos 124.031 pontos, no maior patamar desde o dia 8 de janeiro, quando o Ibovespa atingiu o recorde histórico de 125.077 pontos. 

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Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq, com maior concentração de papéis de tecnologia, foi o que apresentou o melhor desempenho em Wall Street, subindo 1,41%. O S&P 500, principal índice das ações americanas, avançou 0,99% e o Dow Jones, mais atrelado aos negócios tradicionais, teve ganhos de 0,54%.

No Brasil, também foram as ações de tecnologia as que se destacaram entre as maiores altas, com papéis de empresas ligadas ao e-commerce como Magazine Luiza (MGLU3), Via (VVAR3) e B2W (BTOW3), subindo 7,93%, 4,97% e 4,13%. 

O setor de varejo, como um todo, também foi favorecido no pregão pela discussão de prorrogação do auxílio emergencial. O assunto voltou a ser pauta no governo diante de uma possível terceira onda de covid-19 no Brasil. O país já acumula 449.000 mortes causadas pela doença.

A maior alta do Ibovespa, porém, ficou com as units do Banco Inter (BIDI11), que dispararam 24,83%. A forte valorização ocorreu após a empresa anunciar sua intenção de listar seus papéis na Nasdaq e afirmar que a Stone terá direito a adquirir até 4,99% de seu capital social em oferta subsequente de ações (follow-on). O investimento é estimado em até 2,5 bilhões de reais. 

Maiores altas

Maiores quedas

Banco InterBIDI11

24,83%

GerdauGGBR43

-2,89%

Magazine LuizaMGLU3

7,93%

BRFBRFS3

-2,67%

LocawebLWSA3

7,54%

IguatemiIGTA3

-2,14%

Por outro lado, ações relacionadas ao minério de ferro, como as siderúrgicas Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3), foram negociadas em queda após nova desvalorização da commodity. Os papéis recuaram, respectivamente, 2,89% e 1,03%. Já a Vale (VALE3), que também começou a sessão em baixa, virou para alta e subiu 0,35%.

Nesta madrugada, o principal contrato de minério de ferro caiu 7% em Dalian e encerrou cotado a 163 dólares a tonelada, após a China alertar para "especulações excessivas no mercado". 

Segundo o jornal britânico Financial Times, a agência de planejamento econômico do país alertou nesta semana que irá reprimir monopólios, a disseminação de informações e acumulações nos mercados de commodities. Desde as máximas do início do mês, o minério de ferro acumula queda de cerca de 20%.

Entre os destaques de queda também estiveram os papéis dos frigoríficos Marfrig (MRFG3) e BRF (BRFS3), que caíram 0,33% e 2,67%, com investidores realizando lucros após os papéis terem disparado na sexta-feira, 21, com a notícia da compra de 24% das ações da BRF pela Marfrig. O anúncio foi oficializado após o fim do pregão.

“A Marfrig alega que o investimento na BRF é passivo e que não existe a intenção de interferir na gestão da concorrente. O mercado, porém, enxerga o valor aportado como agressivo demais para um investimento apenas financeiro, o que vem impactando na queda dos papéis da Marfrig”, afirmam, em nota, analistas da Ativa Investimentos.

Ainda no campo das commodities, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) registraram ganhos, em linha com a valorização do petróleo. A commodity avançou mais de 3%, com a expectativa de maior demanda conforme a vacinação mundial contra a covid-19 se torne mais ampla e com obstáculos sobre a retirada de sanções sobre o Irã. A alta da commodity também contribuiu com as ações da PetroRio (PRIO3), que avançaram 6,55%.

Já o dólar comercial fechou a sessão em queda, seguindo a mesma trajetória da moeda no exterior. A divisa americana caiu 0,53% e encerrou o dia negociada a 5,32 reais.

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