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Ibovespa sobe mais de 2% no dia, mas tem primeira queda mensal em sete meses

No desempenho mensal, o Ibovespa registrou queda de 0,70%, após um período marcado por elevada volatilidade em função do conflito no Irã

Ibovespa tem forte alta: o principal índice da bolsa brasileira subiu 2,71%, aos 187.461,84 pontos, acompanhando o otimismo em Nova York, onde as bolsas fecharam em forte alta também

Ibovespa tem forte alta: o principal índice da bolsa brasileira subiu 2,71%, aos 187.461,84 pontos, acompanhando o otimismo em Nova York, onde as bolsas fecharam em forte alta também

Publicado em 31 de março de 2026 às 17h47.

Última atualização em 31 de março de 2026 às 17h51.

O Ibovespa encerrou o último pregão de março em forte alta refletindo a melhora do apetite global por risco diante de sinais de uma possível desescalada da guerra no Irã. Nesta terça-feira, 31, o principal índice da bolsa brasileira subiu 2,71%, aos 187.461,84 pontos, acompanhando o otimismo em Nova York, onde as bolsas fecharam em forte alta também.

O volume financeiro foi robusto, somando R$ 37,9 bilhões, com destaque para a entrada de capital estrangeiro ao longo da sessão.

No desempenho mensal, o Ibovespa registrou leve queda de 0,70% em março, após um período marcado por elevada volatilidade em função do conflito no Oriente Médio. Ainda assim, a recuperação observada nesta e na semana passada, quando o índice acumulou alta superior a 3%, ajudou a reduzir perdas mais acentuadas no mês.

Mas o resultado interrompe uma sequência de sete meses consecutivos de ganhos. No acumulado do ano, porém, o índice ainda sustenta valorização expressiva de 16,35%.

Entre os destaques do dia, a Vale (VALE3) avançou 3,75%, mesmo com a queda de 0,80% no preço do minério de ferro. Os bancos também tiveram desempenho positivo, com BTG Pactual (BPAC11) subindo 5,41%, Itaú Unibanco (ITUB4) avançando 4,52%, Bradesco (BBDC4) em alta de 3,79%, Santander Brasil (SANB11) com ganho de 3,79% e Banco do Brasil (BBAS3) subindo 2,68%.

Na ponta negativa, as ações da Petrobras recuaram, com as preferenciais daa Petrobras (PETR4) caindo 2,01% e as ordinárias Petrobras (PETR3) cedendo 1,35%, acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional.

A commodity perdeu força após notícias de que os Estados Unidos estaria disposto a encerrar o conflito com o Irã, embora os preços ainda permaneçam acima de US$ 100 por barril.

A maior queda do índice ficou com Prio (PRIO3), que recuou 8,17%, seguida por Marfrig (MRFG3), com baixa de 3,09%. Do lado positivo, a liderança foi da Natura (NATU3), que disparou 12,99% após anunciar mudanças em seu conselho de administração e a entrada do fundo Advent como acionista. Magazine Luiza (MGLU3) subiu 9,62%, enquanto B3 (B3SA3) avançou 7,98%.

Mercado priorizou sinais de redução das tensões

No cenário externo, investidores reagiram a sinais de que pode haver uma abertura, ainda que incerta, para o fim da guerra. Reportagem do Wall Street Journal indicou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria disposto a encerrar as operações militares mesmo sem a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo global.

Ao mesmo tempo, autoridades iranianas sinalizaram que o país não busca prolongar o conflito.

Apesar do alívio, o ambiente segue sensível. Durante a tarde, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que poderá atacar big techs e empresas americanas que operam na região do Golfo, em retaliação às ações dos Estados Unidos.

Para Marcos Praça, diretor de análises da ZERO Markets Brasil, o dia foi marcado por uma melhora relevante no humor dos mercados, ainda que o pano de fundo permaneça delicado. Segundo ele, a percepção de uma possível janela para o fim do conflito foi suficiente para impulsionar os ativos de risco globalmente.

"O mercado comprou a ideia de que existe chance de desescalada no Oriente Médio, o que sustentou a alta das bolsas, a queda do dólar e o alívio nos juros. Ainda assim, o cenário segue muito sensível, e qualquer frustração diplomática pode trazer de volta a volatilidade", afirma.

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