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Ibovespa retoma fôlego e bate novo recorde, aos 181 mil pontos

O principal índice acionário da B3 renovou o recorde intradiário nesta terça-feira, 27, ao atingir os 181.329 pontos

Ibovespa: depois de um pregão de acomodação na véspera, o Ibovespa voltou a ganhar tração e iniciou esta terça-feira, 27, em forte alta (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa: depois de um pregão de acomodação na véspera, o Ibovespa voltou a ganhar tração e iniciou esta terça-feira, 27, em forte alta (Germano Lüders/Exame)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 10h31.

Última atualização em 27 de janeiro de 2026 às 10h41.

Depois de um pregão de acomodação na véspera, o Ibovespa voltou a ganhar tração e iniciou esta terça-feira, 27, em forte alta, superando os 181 mil pontos logo na abertura e renovando máximas históricas. O movimento marca a retomada do rali recente da bolsa brasileira, que havia sido interrompido na segunda-feira, 26, após quatro sessões consecutivas de recordes.

Por volta das 10h30, o principal índice acionário da B3 avançava 1,20%, aos 180.870 pontos, depois de ter subido mais de 1,30%, aos 181.329 pontos, a maior máxima intradiária de sua história.

O avanço desta manhã acontece em meio à divulgação do IPCA-15 de janeiro, que mostrou alta de 0,20%, abaixo das expectativas do mercado. Na visão de analistas, o dado reforça a leitura de inflação sob controle na margem e pode reacender o apetite por risco, especialmente em ativos domésticos mais sensíveis à trajetória de juros.

Na avaliação de Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, o IPCA-15 confirma uma inflação ainda controlada na margem, mas traz alertas importantes na composição. Apesar do alívio pontual vindo das passagens aéreas, os núcleos seguem resilientes, especialmente em serviços subjacentes e bens industrializados, o que reforça uma postura cautelosa do Banco Central.

Para ele, o dado sustenta a expectativa de manutenção da Selic na reunião desta quarta-feira, 28, afastando, por ora, a discussão de cortes no curto prazo.

Já Rodrigo Marques, economista-chefe da Nest Asset Management, destaca que, embora os núcleos tenham vindo quantitativamente piores, a trajetória de desinflação permanece. Com isso, a casa mantém o cenário de início de cortes na Selic, com uma redução de 25 pontos-base em março.

Fluxo estrangeiro

Na véspera, o Ibovespa havia fechado praticamente estável, em leve queda de 0,08%, aos 178.720 pontos, em um movimento típico de realização de lucros após uma escalada intensa nas últimas semanas.

O índice também volta a ser sustentado pelo fluxo estrangeiro, na avaliação de operadores, que segue dando suporte ao mercado acionário local.

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