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Ibovespa recua após oito altas consecutivas; bancos puxam queda

Vendas do varejo saem acima das expectativas e impulsionam ações do setor
Foto: Germano Lüders/Exame (Exame/Germano Lüders)
Foto: Germano Lüders/Exame (Exame/Germano Lüders)
Por Guilherme Guilherme, Beatriz QuesadaPublicado em 08/06/2021 11:08 | Última atualização em 08/06/2021 15:29Tempo de Leitura: 3 min de leitura

O Ibovespa recua nesta terça-feira, 8, com investidores realizando lucros, após o índice subir por oito pregões consecutivos, batendo recordes de fechamento nos últimos seis. Às 15h20, o Ibovespa caía 0,97% aos 129.505 pontos. Com o desempenho, a bolsa brasileira tem uma das piores performances entre as maiores do mundo. Nos Estados Unidos, os índices S&P 500 e Dow Jones oscilam próximos da estabilidade, enquanto o Nasdaq sobe 0,25%.

Com grande participação no Ibovespa, os grandes bancos são os principais responsáveis pela queda da bolsa brasileira, com as ações do Itaú (ITUB4) liderando as quedas e recuando 1,54%. Bradesco (BBDC3/ BBDC4) tem quedas de 0,9% e 1,09%, enquanto os papéis de Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11) são negociados em queda de 0,47% e 0,81%. Ainda no setor financeiro, as ações da B3 (B3SA3) lideram as baixas do índice, caindo 5,50%. 

As ações da Vale (VALE3) também puxam o índice para baixo e recuam 1,77% apesar da alta do minério de ferro, que subiu 3,5% no porto de Qingdao, para 209,50 dólares a tonelada.

Por outro lado, as ações do setor de varejo são negociadas em alta, após os dados de vendas do setor, divulgados nesta manhã pelo IBGE, terem superado as estimativas. De acordo com o órgão, as vendas de abril cresceram 1,8% ante expectativa de estabilidade em relação ao mês anterior. Comparado a abril do ano passado, quando o país atravessava uma das fases mais duras de isolamento social, o crescimento das vendas foi de 23,8%.

"O resultado pode ser classificado como excepcional e força mais uma revisão do PIB. Estávamos com [projeção de] alta de 4,5% e agora projetamos 5,3%", afirma em nota André Perfeito, economista-chefe da Necton.

Entre as maiores altas do setor, destacam-se as das ações da Via (VVAR3), que lidera as altas do índice avançando 3,21%. Magazine Luiza (MGLU3) e Lojas Americanas (LAME4) registram altas em torno de 1%. Fora do Ibovespa, os papéis da Marisa (AMAR3) disparam 7,67%.

Ainda entre as maiores altas, os papéis da CVC (CVCB3) sobem quase 2%, após a empresa soltar um fato relevante, informando que avalia uma potencial oferta pública primária, o que ajudaria a fortalecer o caixa da empresa. Beneficiada pela busca de investidores por ações de empresas que mais devem se beneficiar com o fim da pandemia, a CVC acumula alta de mais de 45% desde o início de março.

Na ponta oposta, as ações do Iguatemi (IGTA3) recuam 3,99% após a empresa informar que seu conselho administrativo aprovou uma reorganização societária, que levará as ações da empresa a sair do Novo Mercado da B3, segmento que exige os mais altos padrões de governança. Parte do mercado, porém, vê o movimento positivo, como um passo para que a empresa se consolide no setor de shoppings centers por meio de aquisições.

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