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Ibovespa perde 183 mil pontos com eleição no radar; dólar vai a R$ 5,22

Em Nova York, as bolsas também fecharam em queda nesta segunda-feira, 28

Ibovespa: o índice recuou 0,26%, aos 182.991,13 pontos, após oscilar entre 181.931,36 e 184.094,65 pontos (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa: o índice recuou 0,26%, aos 182.991,13 pontos, após oscilar entre 181.931,36 e 184.094,65 pontos (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 28 de setembro de 2026 às 17h33.

Última atualização em 28 de setembro de 2026 às 17h42.

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O mercado de ações brasileiro fechou em baixa nesta segunda-feira, 28, faltando menos de uma semana para o primeiro turno das eleições de 2026, neste domingo, 4. O Ibovespa recuou 0,26%, aos 182.991,13 pontos, após oscilar entre 181.931,36 e 184.094,65 pontos. O volume financeiro somou R$ 18 bilhões.

O desempenho ocorreu em um dia marcado pela divulgação de duas pesquisas eleitorais, Quaest e BTG/Nexus. Ambas mostraram abertura de vantagem do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no 1° turno.

"As pesquisas mostraram que o noticiário recente relacionado possivelmente a fake news relativa a Nossa Senhora Aparecida, [o reajuste do] Bolsa Família e a proibição das bets movimentaram um pouco, marginalmente, os ponteiros e reduziu marginalmente ali a vantagem percebida do mercado do Flávio para o segundo turno", afirmou Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.

Entre as ações de maior peso no índice, Petrobras e Vale ajudaram a limitar a queda da bolsa. As ordináris da estatal (PETR3) subiram 1,83%, enquanto as preferenciais (PETR4) avançaram 1,52%. Já  a mineradora (VALE3) ganhou 0,55%, contrariando a queda de 0,91% do minério de ferro.

Já os principais bancos terminaram o pregão no vermelho. O Bradesco (BBDC4) caiu 1,23%, Itaú (ITUB4) recuou 1%, BTG Pactual (BPAC11) perdeu 0,72%, Banco do Brasil (BBAS3) cedeu 0,46% e Santander (SANB11) caiu 0,20%.

A Natura (NTCO3) liderou as perdas do índice, com queda de 5,76%, seguida por Azzas (AZZA3), que recuou 5,25%, e Iguatemi (IGTI11), com baixa de 3,21%. Na ponta positiva, Prio (PRIO3) avançou 3,84%, Brava (BRAV3) subiu 3,16% e Vibra (VBBR3) ganhou 2,28%, em um dia de valorização dos papéis ligados ao petróleo.

Dólar e petróleo avançam, NY cai

O dólar à vista avançou 0,85% e fechou a R$ 5,225, após oscilar entre R$ 5,192 e R$ 5,227. A moeda americana ganhou força diante do real em meio à cautela dos investidores com o cenário eleitoral, a poucos dias do primeiro turno.

No exterior, o dólar também se fortaleceu frente a outras moedas, enquanto a alta do petróleo reforçou as expectativas de novos movimentos de juros pelo Federal Reserve (Fed).

Os contratos futuros de petróleo oscilaram forte nesta segunda, reagindo em forte alta após Trump rejeitar no fim de semana uma proposta do Irã que poderia reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias. No fechamento, o contrato do Brent para novembro avançou 0,92%, a US$ 105,28 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês apresentou leve alta de 0,21%, cotado a US$ 92,60 por barril na Nymex.

Em Nova York, as bolsas também fecharam em queda, pressionadas pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries e pela volatilidade do petróleo. O Dow Jones caiu 0,67%, o S&P 500 recuou 0,77% e o Nasdaq perdeu 0,92%.

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