Ibovespa hoje: índice retoma os 100 mil pontos e dólar cai para R$ 5,37

Valorização de commodities impulsiona bolsa; Vale e Petrobras puxam alta
Painel de cotações na B3 (Germano Lüders/Exame)
Painel de cotações na B3 (Germano Lüders/Exame)
Por Guilherme GuilhermeBeatriz Quesada

Publicado em 25/07/2022 às 10:44.

Última atualização em 25/07/2022 às 18:05.

O Ibovespa encerrou esta segunda-feira, 25, em forte alta acompanhando os ganhos das commodities. 

Investidores repercutiram notícia da Reuters de que o governo chinês planeja lançar um pacote de US$ 44 bilhões para auxiliar na crise de dívida do setor imobiliário do país. 

A perspectiva de estímulos promete estimular a economia chinesa e, consequentemente, impacta nos preços das commodities das quais o país é principal importador.

  • Ibovespa: + 1,36%, 100.269 pontos

Em reação à notícia, a cotação do minério de ferro disparou 7,1% na bolsa de Dalian e subiu 2,2% na bolsa de Singapura. A valorização serve de gatilho para as ações da Vale (VALE3), que chegaram a ser negociadas em alta de mais de 2% na máxima do dia. 

"A expectativa é de que a China irá acelerar os estímulos no segundo semestre para o governo chinês conseguir cumprir a meta de PIB para este ano, que é bem agressiva. Isso deve melhorar o cenário para o minério de ferro", disse Jerson Zanlorenzi, head da mesa de ações e derivativos do BTG Pactual, em morning call desta segunda. 

A Petrobras (PETR3/PETR4), por sua vez, avançou mais de 4% e liderou os ganhos do Ibovespa nesta segunda, acompanhando a apreciação do petróleo. O petróleo Brent, referência para os papéis da estatal, sobe quase 2% e é negociado em torno de US$ 105 o barril.

A força das commodities favorece as moedas emergentes. O dólar afundou mais de 2% frente ao real e encerrou o dia negociado em sua menor marca em duas semanas

  • Dólar comercial: - 2,35%, a R$ 5,369

Investidores ainda estiveram atentos às novas projeções do boletim Focus, que confirmaram o maior otimismo para a economia brasileira no curto prazo. As expectativas para o PIB deste ano subiram de 1,75% para 1,93%, enquanto a projeção para a inflação, por meio do IPCA, caíram de 7,54% para 7,30%.

O tom por aqui contrastou com o clima misto das bolsas internacionais. Por lá, investidores estão no aguardo da decisão de política monetária nos Estados Unidos.

A preocupação é de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) não repita a elevação de 0,75 ponto percentual e decida acelerar o ritmo de aperto monetário para 1 p.p. na decisão de quarta-feira, 27. 

Os investidores seguiram cautelosos e o índice de tecnologia Nasdaq, o mais sensível a juros mais altos, encerrou o dia em queda.

  • Dow Jones (Nova York): + 0,28%
  • S&P 500 (Nova York): + 0,13%
  • Nasdaq (Nova York): - 0,43%

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Ações em destaque

Para além da Petrobras, as petroleiras privadas também acompanharam os ganhos do petróleo. As ações da PetroRio (PRIO3) ficaram entre os maiores ganhos do Ibovespa, enquanto as da 3R Petroleum (RRRP3) avançaram perto de 3%.

As ações da Rede D'Or: (RDOR3) também ficaran entre as maiores altas do Ibovespa, subindo pouco mais de 2%, após analistas do Bradesco BBI elevarem a recomendação dos papéis de neutra para compra e definirem preço-alvo de R$ 46 para o papel.

Por outro lado, as ações do GPA (PCAR3) caíram mais de 7% e lideraram as perdas do dia, após o JPMorgan rebaixar a recomendação para os papéis de compra para neutra. O preço-alvo foi rebaixado de R$ 37 para R$ 21.

O principal risco é a monetização da subsidiária, Almacenes Éxito, que deve ver crescimento desacelerando e margens mais fracas no segundo semestre do ano. 

Outra dificuldade é o fato do GPA ter colocado “todos os ovos” em uma única cesta com a bandeira Pão de Açúcar em um momento que o consumidor prefere o atacarejo.

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