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Ibovespa hoje: Bolsa sobe, acompanhando alta da Vale e exterior positivo

Queda do petróleo no mercado externo derruba a Petrobras e impõe freio na bolsa, mas ajuda aéreas Gol e Azul a avançar 5%

Painel de cotações da B3 (Germano Lüders/Exame)

Painel de cotações da B3 (Germano Lüders/Exame)

Por Guilherme Guilherme, Bianca Alvarenga

25 de agosto de 2022, 17h24

O Ibovespa encerrou a quinta-feira, 25, em ligeira alta, com as ações da Petrobras impedindo um avanço maior do índice. Os papéis da petroleira, que tem o segundo maior peso no índice, estão entre as perdas do dia, seguindo a desvalorização do petróleo no exterior. As ações da Vale, no entanto, fecharam em alta e ajudaram a dar sustentação ao Ibovespa, seguindo a melhor perspectiva para a economia chinesa diante de novas rodadas de estímulos.

O governo chinês anunciou um pacote de mais RMB 300 bilhões (US$ 44 bilhões) para contrapor os efeitos econômicos de restrições para conter a covid-19. A soma dos estímulos recentes do país asiático já chega a RMB 1 trilhão (US$ 146 bilhões), pelas contas da Bloomberg.

"A China tem melhorado a sinalização, o que tem ajudado commodities e o mercado brasileiro", disse, mais cedo, Jerson Zanlorenzi, head de renda variável do BTG Pactual. "O mercado já precificou que o crescimento da China não será como anteriormente, mas a China já deixou claro que não vai deixar acontecer um colapso [da economia local], Vai ficar morna a entrega."

O tom é ligeiramente positivo nos Estados Unidos, onde as bolsas avançaram pelo segundo dia seguido, com investidores ainda à espera do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell.

A expectativa é de que sua participação no no Simpósio de Jackson Hole, na sexta-feira, 26, dê sinais de maior preocupação sobre a dinâmica inflacionária dos Estados Unidos, o que pode mexer com as projeções para a próxima reunião de política monetária. As apostas seguem dividas entre uma alta de 0,75 e 0,50 ponto percentual.

A revisão para cima do PIB dos Estados Unidos do segundo trimestre, divulgada nesta manhã, joga contra a suavização do aperto monetário. A contração passou de 0,9%, da primeira prévia, para 0,6%, mas ainda mantém o país em recessão técnica (caracterizada pela queda do PIB por dois trimestres consecutivos).

Os números chegaram a reduzir as altas do mercado de futuros americano logo após a divulgação, mas tiveram efeito curto sobre as negociações desta quinta. Ações de crescimento, que tendem a sofrer mais com a perspectiva de juros elevados, são as que mais sobem nesta quinta. Em Nova York, Nasdaq chega a saltar quase 2%.

  • Nasdaq (EUA): + 1,67%
  • S&P 500 (EUA): + 1,41%
  • Dow Jones (EUA): + 0,98%

Ações em destaque

Efeito semelhante ocorre no mercado brasileiro, com empresas de varejo e as companhias aéreas em firme alta. No caso de Azul e Gol, a queda do petróleo é fator determinante, já que reduz os custos de operação das empresas.

Já os papeis do IRB (IRBR3) saltam quase 3%, após o anúncio do follow-on que movimentará mais de R$ 1 bilhão. A operação segundo a empresa, seria necessária para atender requisitos da SUSEP, a Superintendência de Seguros Privados.