Invest

Ibovespa fecha em queda e contrasta com NY; dólar fica estável pelo 3º dia

Em Nova York, os principais índices acionários fecharam em alta e renovaram recordes pela segunda sessão consecutiva

Ibovespa cai pela 2ª sessão: principal índice acionário da B3 recuou 0,47%, aos 196.814 pontos, depois de oscilar entre 198.586 pontos na máxima do dia e 196.353 pontos na mínima (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa cai pela 2ª sessão: principal índice acionário da B3 recuou 0,47%, aos 196.814 pontos, depois de oscilar entre 198.586 pontos na máxima do dia e 196.353 pontos na mínima (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 16 de abril de 2026 às 17h35.

Pela segunda sessão consecutiva, o Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, 16, em um desempenho que novamente contrastou com as principais bolsas de Nova York. O principal índice acionário da B3 recuou 0,47%, aos 196.814 pontos, depois de oscilar entre 198.586 pontos na máxima do dia e 196.353 pontos na mínima.

No câmbio, o dólar à vista encerrou praticamente estável, com leve alta de 0,02%, a R$ 4,993, após variar entre R$ 4,9852 e R$ 5,0147. Pela quarta sessão consecutiva, a moeda americana se manteve próxima, e ligeiramente abaixo, do patamar de R$ 5, no menor nível desde março de 2024.

O dólar teve mais um pregão marcado por indefinição, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas geopolíticas. O mercado segue à espera de desdobramentos sobre o conflito envolvendo o Irã, com a possibilidade de prorrogação do cessar-fogo, cujo prazo atual termina na próxima terça-feira, 21.

Petróleo dispara com tensão em Ormuz; Petrobras lidera

Os contratos futuros de petróleo voltaram a subir com força nesta quinta, com o Brent muito próximo de retomar o patamar de US$ 100 por barril, em meio às incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz. No fechamento, o Brent para junho avançou 4,69%, a US$ 99,39 por barril, enquanto o WTI para maio subiu 3,72%, a US$ 94,69 por barril.

A valorização da commodity sustentou o desempenho das petroleiras ao longo de todo o pregão. As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) lideraram os ganhos do índice do início ao fim da sessão com altas de 4,19% e 3,60%, respectivamente, acompanhadas por PRIO (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3), que também figuraram entre as poucas altas do dia.

Por outro lado, as blue chips fecharam majoritariamente em queda. A Vale (VALE3) recuou 1,13%, assim como os grandes bancos, com exceção do Bradesco (BBDC3 e BBDC4), que registrou leve alta.

Segundo especialistas, o comportamento do petróleo reflete os riscos persistentes em torno de um eventual acordo entre Estados Unidos e Irã, enquanto o Estreito de Ormuz permanece bloqueado. Apesar de declarações mais otimistas do presidente Donald Trump — que afirmou que um acordo estaria “muito perto” e pode avançar nos próximos dias —, o cenário segue incerto.

Há ainda discussões sobre uma possível extensão do cessar-fogo por mais duas semanas, enquanto restrições americanas a portos iranianos na região seguem em vigor.

Nova York renova máximas e descola do Brasil

O desempenho do Ibovespa destoou novamente do exterior. Em Nova York, os principais índices acionários fecharam em alta e renovaram recordes pela terceira sessão consecutiva.

O Dow Jones subiu 0,24%, aos 48.578,72 pontos. O S&P 500 avançou 0,26%, aos 7.041,28 pontos, enquanto o Nasdaq ganhou 0,36%, encerrando aos 24.102,70 pontos. Com isso, S&P e Nasdaq renovaram seus recordes pela segunda sessão consecutiva.

Geopolítica segue no radar

No campo geopolítico, Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo que entrou em vigor nesta quinta-feira, às 18h (horário de Brasília), conforme anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o republicano, o acordo prevê uma trégua inicial de 10 dias, após negociações envolvendo autoridades americanas e lideranças dos dois países. O movimento ocorre em meio à escalada recente de tensões na região, ligada ao conflito mais amplo no Oriente Médio.

Apesar disso, os combates continuaram ao longo do dia. O Hezbollah reivindicou ataques contra posições israelenses, enquanto Israel realizou novos bombardeios no sul do Líbano, ampliando a incerteza sobre a efetividade do cessar-fogo.

Acompanhe tudo sobre:Ibovespabolsas-de-valoresMercadosAçõesDólar

Mais de Invest

Setor de serviços no Brasil e produção industrial nos EUA: o que move os mercados

Cliente de alta renda protege grupo Veste de queda no consumo, diz CEO

'Taxa das blusinhas' não afeta Veste, mas expõe insegurança regulatória, diz CEO

Mandato de Powell como presidente do Fed termina hoje: relembre trajetória