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Ibovespa fecha em alta com 'payroll' abaixo do esperado; dólar fica estável

O relatório oficial de emprego dos Estados Unidos mostrou a criação de apenas 57 mil vagas em junho, bem abaixo das expectativas do mercado

Ibovespa: o principal índice acionário da B3 fechou em alta de 0,64%, aos 172.787 pontos, nesta quinta-feira, 2 (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa: o principal índice acionário da B3 fechou em alta de 0,64%, aos 172.787 pontos, nesta quinta-feira, 2 (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 2 de julho de 2026 às 17h42.

Última atualização em 2 de julho de 2026 às 17h50.

O Ibovespa fechou em alta de 0,64%, aos 172.787 pontos, nesta quinta-feira, 2, em um pregão marcado pelo aumento do apetite por risco após a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll, bem abaixo do esperado. O giro financeiro somou R$ 19,6 bilhões. O dólar à vista encerrou praticamente estável, com queda de 0,03%, cotado a R$ 5,208.

Entre os principais destaques do índice, Vale (VALE3) subiu 0,29%, acompanhando a alta do minério de ferro. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) avançaram 0,32%, enquanto as ordinárias (PETR3) subiram 1,27%, sustentadas pela valorização moderada do petróleo.

No setor financeiro, Banco do Brasil (BBAS3) avançou 1,37%, BTG Pactual (BPAC11) subiu 0,74%, Santander Brasil (SANB11) avançou 0,41%, Bradesco (BBDC4) subiu 0,20% e Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 0,07%.

Entre as maiores altas do dia, Telefônia (VIVT3) subiu 2,66%, CSN Mineração (CMIN3) subiu 2,42%, e Tim (TIMS3) ganhou 2,26%. Na ponta negativa, Marfrig (MRFG3) caiu 5,94%, Natura (NATU3) recuou 4,43% e Magazine Luiza (MGLU3) perdeu 3,61%.

O principal catalisador do mercado foi o relatório oficial de emprego dos Estados Unidos (payroll), que mostrou a criação de apenas 57 mil vagas em junho, bem abaixo das expectativas do mercado, que variavam entre 110 mil e 115 mil. A taxa de desemprego subiu para 4,2%, enquanto a participação na força de trabalho caiu para 61,5%.

A leitura dos investidores foi de que o enfraquecimento do mercado de trabalho reduz a pressão para novos aumentos de juros pelo Federal Reserve no curto prazo, beneficiando ativos de risco, especialmente em mercados emergentes como o Brasil.

"O payroll fraco contrasta com a taxa de desemprego estável e a resiliência dos salários, o que complica a leitura do Fed sobre o ritmo de desaceleração do mercado de trabalho. Ainda assim, com a inflação bem acima da meta, o lado inflacionário do mandato dual deve prevalecer", afirmou Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.

No Brasil, o IPC-S da quarta quadrissemana de junho mostrou leve desaceleração da inflação, ao subir 0,36%, abaixo da alta de 0,45% registrada na leitura anterior. Em 12 meses, o indicador acumula avanço de 4,32%.

Dólar fecha perto da estabilidade

O dólar à vista encerrou o pregão praticamente estável, com queda de 0,03%, cotado a R$ 5,208, após uma sessão de forte volatilidade. A moeda chegou à mínima de R$ 5,159 e à máxima de R$ 5,219 ao longo do dia.

Bolsas de Nova York fecham sem direção única após payroll

As bolsas de Nova York encerraram o pregão entre perdas e ganhos nesta quinta-feira, com investidores ajustando posições antes do feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos.

O relatório de emprego mais fraco do que o esperado favoreceu principalmente ações ligadas à economia tradicional. Em contrapartida, empresas de tecnologia e de semicondutores voltaram a pressionar o Nasdaq.

As ações da Tesla despencaram 7,49%, apesar de a companhia ter divulgado vendas de veículos elétricos acima do esperado na China. Ao fim do pregão, o Dow Jones subiu 1,14%, aos 52.900,07 pontos. O S&P 500 terminou estável, aos 7.483,19 pontos. Já o Nasdaq Composite caiu 0,80%, aos 25.832,67 pontos. Na semana, os três principais índices acumulam ganhos de 1,97%, 1,76% e 2,12%, respectivamente.

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