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Ibovespa vira para leve alta após quatro sessões de queda; dólar segue acima de R$ 5,20

Dados de emprego no Brasil e nos EUA dividem atenções com petróleo e guerra no Irã a seis dias das eleições gerais

Bolsa brasileira: ações de commodities puxam o mercado para baixo (Paulo Whitaker/Reuters Internet)

Bolsa brasileira: ações de commodities puxam o mercado para baixo (Paulo Whitaker/Reuters Internet)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 29 de setembro de 2026 às 11h08.

Última atualização em 29 de setembro de 2026 às 15h21.

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O Ibovespa virou para alta nesta terça-feira, 29, após operar em queda pressionado pelas ações de Vale e Petrobras, enquanto investidores digerem novos dados do mercado de trabalho brasileiro e seguem atentos às negociações envolvendo Estados Unidos e Irã. Por volta das 15h10 (horário de Brasília), o principal índice da B3 registrava ligeira alta de 0,07%, aos 183.122 pontos. O dólar comercial, por sua vez, operava estável, com variação negativa de 0,01%, cotado a R$ 5,225, após subir 0,86%, a R$ 5,2255, na véspera.

Entre os pesos-pesados, Vale (VALE3) ampliou a queda ao cair mais de 2% no mesmo horário, enquanto as ações da Petrobras apresentam desempenho misto depois de abrirem em queda. Os papéis ordinários mantêm o recuo com queda de 0,48% (PETR3), enquanto os preferenciais (PETR4) registram ligeira alta de 0,23%.

A Prio (PRIO3) também operava no campo negativo, com baixa de 0,34%. As perdas se espalhavam ainda pelas siderúrgicas, com a CSN (CSNA3) detendo a maior queda do Ibovespa desde o início do pregão, com recuo de 9,35%.

Já CSN Mineração (CMIN3) perdia 2,77%, Gerdau (GGBR4) caía 2,35%, Metalúrgica Gerdau (GOAU4) recuava 2,32% e Usiminas (USIM5) cedia 2,29%. Na outra ponta, Azzas 2154 (AZZA3) liderava os ganhos, com alta de 4,64%. Fleury (FLRY3) avançava 1,12%, RD Saúde (RADL3) subia 1,08% e Marcopolo (POMO4) ganhava 0,95%.

No cenário doméstico, a atenção se voltou para novos números de inflação e emprego. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) avançou 1,57% em setembro, depois de registrar deflação de 0,22% no mês anterior, enquanto a taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Mais tarde, o mercado acompanha os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de agosto, que mostrarão o saldo de criação de vagas formais no país.

Para o estrategista global da Avenue, Fernando Saad Benati, o pregão começa sem um vetor único nos mercados internacionais. "Em um dia de agenda mais vazia, com os dados de empregos Jolts como único destaque da agenda americana, o indicador acaba tendo um caráter mais retrovisor", detalhou.

O Oriente Médio segue no centro das atenções, e o estrategista também destaca que os juros americanos permanecem em níveis elevados, com os Treasuries de dez anos ainda acima de 5,2%, fator que continua influenciando os mercados globais e o comportamento das moedas emergentes.

Petróleo recua em meio a negociações entre EUA e Irã

Os preços do petróleo operam em queda, em uma sessão marcada por forte volatilidade, enquanto investidores acompanham os esforços diplomáticos para reduzir as tensões no Oriente Médio.

O West Texas Intermediate (WTI), referência americana, recuava 2,93%, a US$ 89,88 por barril, enquanto o parâmetro global Brent caía 2,27%, negociado a US$ 102,83.

Estados Unidos e Irã mantêm conversas separadas com mediadores na tentativa de avançar nas negociações para encerrar o conflito.

A possibilidade de algum avanço diplomático reduz parte do prêmio de risco embutido nos preços da commodity, embora as preocupações com a infraestrutura energética e com o fluxo de petróleo na região continuem no radar dos investidores.

Bolsas dos EUA recuam

Em Nova York, os principais índices acionários firmaram no campo negativo. O Nasdaq registrava ligeira recuo de 0,16%, enquanto o S&P 500 caía 0,22% e o Dow Jones recuava 0,41%.

Os rendimentos dos Treasuries também recuam após a forte alta observada nos últimos dias. O rendimento do título americano de dez anos cai mais de 3 pontos-base, para 5,209%, enquanto o papel de 30 anos opera próximo de 5,54%.

Investidores acompanham, ainda, a divulgação do relatório Jolts, referente ao número de vagas de trabalho em aberto nos EUA em agosto. O dado antecede outros indicadores importantes do mercado de trabalho americano previstos para esta semana, como o Payroll.

O mercado também acompanha um encontro na Casa Branca entre o presidente Donald Trump e executivos de algumas das principais companhias ligadas à inteligência artificial (IA), incluindo Meta, Google, Nvidia, Anthropic e OpenAI.

A discussão deve envolver a regulação da tecnologia nos Estados Unidos.

Bolsas da Europa e Ásia fecham sem direção única

As principais bolsas europeias fecharam sem direção única. O Stoxx 600 encerrou com queda de 0,09%, enquanto o DAX, de Frankfurt, também rondou a estabilidade com ligeira alta de 0,10%. O FTSE MIB, de Milão, caiu 0,45%. O CAC 40, de Paris, também recuou 0,53%, e o FTSE 100, de Londres, ficou praticamente estável, com baixa de 0,09%.

Os mercados da região acompanham tanto as oscilações do petróleo quanto os movimentos dos juros americanos e os desdobramentos diplomáticos no Oriente Médio.

Os mercados asiáticos encerraram o pregão em direções distintas. No Japão, o Nikkei 225 caiu 0,6%, aos 65.481,27 pontos, enquanto o Topix recuou 1,7%, para 4.041,13 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 0,3%, aos 6.870,81 pontos, enquanto o Kosdaq avançou 0,4%, a 849,8 pontos.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 0,3%, aos 8.709,3 pontos. Na China continental, o CSI 300 ganhou 0,1%, a 4.345,21 pontos. Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuava cerca de 0,4% na reta final do pregão.

*Com agências internacionais

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