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Ibovespa bate recorde e fecha em 198 mil após fala de Trump sobre Irã

O principal índice da B3 avançou 0,34%, aos 198.000,71 pontos, pela primeira vez encerrando um pregão acima dos 198 mil pontos

Ibovespa nesta segunda, 13: a referência acionária da bolsa brasileira oscilou entre 196.222,86 e 198.173,39 pontos (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa nesta segunda, 13: a referência acionária da bolsa brasileira oscilou entre 196.222,86 e 198.173,39 pontos (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 13 de abril de 2026 às 17h35.

O Ibovespa ganhou força ao longo da tarde e fechou em alta nesta segunda-feira, 13, renovando recordes históricos em meio à melhora do humor externo. O principal índice da B3 avançou 0,34%, aos 198.000,71 pontos, pela primeira vez encerrando um pregão acima dos 198 mil pontos.

Ao longo do dia, a referência acionária da bolsa brasileira oscilou entre 196.222,86 e 198.173,39 pontos. O volume financeiro somou R$ 33,8 bilhões.

O desempenho acompanhou a virada das bolsas em Nova York, que passaram a subir com mais força ao longo do dia após sinais de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. Os índices americanos reverteram as perdas da manhã e fecharam em alta consistente, com investidores reagindo à sinalização de que ainda há espaço para uma solução diplomática para o conflito.

Os mercados globais ganharam tração depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que interlocutores iranianos demonstraram interesse em retomar o diálogo. Segundo fontes ouvidas pelo portal Axios, os dois países seguem em contato e ainda há espaço para um eventual acordo, mesmo após o impasse nas negociações do último sábado, 11.

Trump também afirmou que o tráfego pelo Estreito de Ormuz segue normal, afastando temores mais imediatos de interrupção no fluxo global de petróleo. Ainda assim, ressaltou que não aceitará um acordo que permita ao Irã desenvolver armas nucleares, indicando que as negociações seguem com entraves relevantes.

A mudança de tom foi suficiente para aliviar a aversão ao risco ao longo da tarde. "Sem sombra de dúvidas, essa reviravolta que nós tivemos no mercado foi em relação aos possíveis acordos novamente. Isso trouxe novamente um alívio, o petróleo voltou para baixo dos US$ 100", afirmou Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da Top Gain.

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela 1ª vez em dois anos

No câmbio, o movimento também refletiu esse ambiente mais favorável. O dólar caiu 0,36% frente ao real, cotado a R$ 4,994, no menor nível desde março de 2024, após Trump sinalizar abertura para negociações com o Irã.

No mercado de commodities, o petróleo perdeu força em relação às máximas do dia, mas ainda encerrou com alta relevante. O contrato do WTI para maio subiu 1,73%, a US$ 98,25, enquanto o Brent avançou 3,38%, a US$ 98,42.

Apesar do alívio no curto prazo, o cenário internacional segue no radar dos investidores. “O ambiente geopolítico permanece complexo, com tensões simultâneas no Oriente Médio, Ucrânia e Ásia-Pacífico. Choques de preços podem persistir mesmo com eventuais cessar-fogos, indicando um componente inflacionário mais estrutural”, afirmou Eduardo Marzbanian, analista da Eleven Financial.

Segundo ele, a América Latina continua sendo beneficiada pelo fluxo global em direção a emergentes, impulsionado por exportadores de commodities e pelo diferencial de juros. Ainda assim, há pontos de atenção no Brasil, como o aumento do custo de capital e a deterioração de balanços corporativos.

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