Mercados nesta terça, 14: (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)
Repórter
Publicado em 14 de abril de 2026 às 10h10.
Depois de renovar suas máximas históricas de fechamento e intradiária na véspera, o Ibovespa abriu em alta nesta terça-feira, 14, e levou poucos minutos para voltar a bater recorde. O índice chegou aos 198.218,86 pontos, com avanço de 0,18%, superando a máxima intradiária registrada na segunda-feira (198.173,39), em meio ao ambiente externo mais favorável.
Já o dólar à vista abriu em queda, dando continuidade ao movimento de enfraquecimento observado na véspera, em meio à melhora do cenário global e à redução das tensões geopolíticas.
Às 10h01, a moeda americana recuava 0,40%, cotada a R$ 4,977 — o menor valor desde 20 de março de 2024, quando a divisa fechou em R$ 4,9691. Na mínima do dia, chegou a tocar R$ 4,975. Na segunda-feira, 13, a divisa já havia fechado abaixo dos R$ 5 pela primeira vez em pouco mais de dois anos, ao cair 0,29%, a R$ 4,997.
O movimento ocorre em um cenário de maior apetite por risco nos mercados globais, impulsionado pela expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. Esse pano de fundo também contribui para a queda do petróleo, que, por sua vez, ajuda a aliviar pressões inflacionárias e favorece economias importadoras de energia, como o Brasil.
No mesmo horário, o contrato da commodity do tipo Brent, referência mundial, recuava mais de 1%, a US$ 97,90. O WIT, referência nos EUA, para maior também recuava 3,07%, com o barril a US$ 95,97.
Segundo Eduardo Marzbanian, analista da Eleven Financial, o ambiente geopolítico segue no radar dos investidores, ainda que com sinais de distensão.
"Os EUA e o Irã sinalizam retomada das negociações antes do fim do cessar-fogo, ainda em ambiente de elevada tensão. A Arábia Saudita pressiona pela continuidade do diálogo, evidenciando o esforço diplomático para evitar uma escalada", afirma.
O conflito no Oriente Médio chega ao 7º dia de cessar-fogo, ainda sob forte fragilidade, apesar do otimismo com as negociações.
Nesta terça-feira, 14, o presidente da China, Xi Jinping, defendeu um cessar-fogo “integral e duradouro” durante reunião em Pequim com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan.
Segundo a agência estatal Xinhua, Xi afirmou que a solução para o conflito passa por meios políticos e diplomáticos e que a China seguirá atuando de forma “construtiva” para promover a paz.
O líder chinês também ressaltou a necessidade de respeitar a soberania e a integridade territorial dos países do Oriente Médio e criticou o uso seletivo do direito internacional.
O analista da Eleven também destaca que, na América Latina, o avanço da Argentina em um acordo técnico com o Fundo Monetário Internacional (FMI) também pode ajudar a reduzir incertezas na região. "O entendimento pode destravar um desembolso de US$ 1 bilhão e aliviar pressões de curto prazo", diz.