Ibovespa: principal índice acionário da B3 avançou 0,50%, aos 187.690 pontos, depois de ter alcançado 188.674 pontos na máxima do dia e 186.762 pontos na mínima (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)
Repórter
Publicado em 6 de maio de 2026 às 17h33.
Última atualização em 6 de maio de 2026 às 17h39.
O Ibovespa seguiu o otimismo global e encerrou as negociações nesta quarta-feira, 6, em alta pela segunda sessão consecutiva. O principal índice acionário da B3 avançou 0,50%, aos 187.690 pontos, depois de ter alcançado 188.674 pontos na máxima do dia e 186.762 pontos na mínima. No câmbio, o dólar à vista fechou em leve alta diante do real, na contramão do movimento externo.
A moeda americana subiu 0,18%, a R$ 4,9207, após oscilar entre R$ 4,8880 e R$ 4,9352. O movimento foi influenciado por uma atuação direta do Banco Central, que realizou um leilão de swap reverso equivalente a US$ 500 milhões, operação que não era vista desde 2016.
Lá fora, porém, o dólar perdeu força em meio a uma sessão de maior apetite por risco e à forte queda do petróleo. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de seis divisas de países desenvolvidos, recuou 0,43%, aos 98,020 pontos.
Entre as ações, parte relevante das blue chips sustentou o avanço do Ibovespa. A Vale (VALE3) subiu 3,62% e figurou entre os principais suportes do índice. Já os grandes bancos tiveram desempenho misto, embora com viés positivo.
As units do BTG (BPAC11) avançaram cerca de 2%, assim como Santander e Banco do Brasil. O Bradesco também registrou leve alta, às vésperas da divulgação de seu balanço após o fechamento.
A exceção foi o Itaú (ITUB4), que recuou 1,37% mesmo após divulgar lucro recorrente de R$ 12,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta anual de 10,4%, com ROE de 24,8% e inadimplência controlada.
Na contramão do índice, as ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) caíram mais de 3%, pressionadas pela forte queda do petróleo no mercado internacional. Outras petroleiras, como Prio e Brava, também recuaram no dia.
Segundo Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, o mercado global operou em um ambiente de forte apetite por risco, impulsionado por sinais de avanço diplomático no Oriente Médio. “O setor de petróleo recua com a commodity caindo mais de 9%, enquanto outros segmentos, principalmente de commodities metálicas, reagem de forma bastante positiva”, afirma.
Ele destaca que empresas como Vale, Gerdau e CSN tiveram ganhos relevantes, enquanto o setor bancário apresentou desempenho mais contido, influenciado por discussões em torno de medidas como o Renova 2.0, que podem pressionar margens no futuro. Por outro lado, a queda das taxas de juros no mercado de DI favoreceu setores mais sensíveis ao crédito, como consumo, varejo e construção civil, que tiveram desempenho positivo ao longo da sessão.
No exterior, o pano de fundo seguiu amplamente favorável ao risco. A Axios informou que a Casa Branca acredita estar próxima de um acordo com o Irã para encerrar a guerra, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que pode suspender a escolta de navios americanos no Estreito de Ormuz, indicando prioridade às negociações.
Mais cedo, o Irã confirmou que está analisando uma proposta dos Estados Unidos para encerrar o conflito, que já dura mais de dois meses.
Com alívio global, as bolsas americanas registraram mais uma sessão de ganhos, impulsionadas pela expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã, o que também provocou uma forte correção nos preços do petróleo.
Segundo a agência Axios, a Casa Branca teria apresentado ao governo iraniano um memorando com propostas que incluem a suspensão do enriquecimento de urânio. O Wall Street Journal acrescentou que as negociações presenciais podem ser retomadas na próxima semana, possivelmente no Paquistão.
Nesse cenário, o Dow Jones subiu 1,24%, aos 49.910,59 pontos. O S&P 500 avançou 1,46%, renovando seu recorde de fechamento aos 7.365,04 pontos, enquanto o Nasdaq saltou 2,02%, também atingindo nova máxima histórica, aos 25.838,94 pontos.
Entre os destaques corporativos, a AMD disparou 18,64% após divulgar resultados acima das expectativas, puxando outras empresas do setor de tecnologia. Intel subiu 4,49%, Arm avançou 13,63% e Nvidia ganhou 5,68%, reforçando o otimismo com o segmento de semicondutores e inteligência artificial.