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Ibovespa acompanha NY e reduz perdas; dólar volta a cair e fica abaixo de R$ 5

O movimento ocorre em linha com Wall Street, onde as bolsas se afastaram das mínimas do dia com apoio das ações de tecnologia

Mercados nesta segunda, 13: por volta das 13h50, o principal índice da B3 operava próximo da estabilidade, com ligeira queda de 0,04%, aos 197.249 pontos, enquanto apagava a alta, com ligeira queda de 0,62%, cotado a R$ 4,998 (Germano Lüders/Exame)

Mercados nesta segunda, 13: por volta das 13h50, o principal índice da B3 operava próximo da estabilidade, com ligeira queda de 0,04%, aos 197.249 pontos, enquanto apagava a alta, com ligeira queda de 0,62%, cotado a R$ 4,998 (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 13 de abril de 2026 às 13h57.

O Ibovespa zerou as perdas no início da tarde desta segunda-feira, 13, após abrir em queda em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio. Por volta das 13h50, o principal índice da B3 operava próximo da estabilidade, com ligeira queda de 0,04%, aos 197.249 pontos, enquanto apagava a alta, com ligeira queda de 0,62%, cotado a R$ 4,998.

O movimento ocorre em linha com Wall Street, onde as bolsas se afastaram das mínimas do dia com apoio das ações de tecnologia, apesar da cautela global após o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz.

Apesar do sinal negativo, o movimento da bolsa brasileira era mais moderado do que o visto nos mercados internacionais.

Entre os 82 papéis do índice, 38 mantinham queda, incluindo ações de peso como grandes bancos. Na ponta positiva, apenas 12 ações avançavam, com destaque para as petroleiras, entre elas, Petrobras (PETR3 e PETR4), que subiam mais de 1%, impulsionadas pela forte alta do petróleo, e Vale (VALE3), com alta de quase 1%.

Cautela com cenário exterior

O início da semana é dominado pela choque internacional, com a escalada geopolítica envolvendo Estados Unidos e Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz.

Trata-se de um evento clássico de oferta no mercado de energia, que tem como consequência direta a disparada do petróleo, reancorando expectativas inflacionárias globais e forçando uma reprecificação abrupta dos ativos de risco, de acordo com relatório da Eleven Financial.

Os contratos futuros do petróleo voltaram a subir com força e superaram novamente o patamar de US$ 100 por barril. Por volta das 10h10, o WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 7,34%, a US$ 103,46, enquanto o Brent, referência global, subia 6,89%, a US$ 101,73.

A alta ocorre em meio ao impasse nas negociações para o fim do conflito no Oriente Médio. A falta de acordo no encontro realizado no Paquistão entre autoridades americanas e iranianas elevou as preocupações do mercado sobre o prolongamento da crise.

Após o fracasso das tratativas no fim de semana, os Estados Unidos anunciaram o bloqueio do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, o que tende a agravar ainda mais o abastecimento global de petróleo.

Bolsas globais tombam com impasse em acordo no Oriente Médio

As bolsas de Nova York se afastaram das mínimas do dia, com avanço nas ações de tecnologia, enquanto o sentimento de cautela continua. O índice Dow Jones estava estável perto das 14h. O S&P 500 avançava 0,44%, e o Nasdaq tinha alta de 0,66%.

Mas, para Eduardo Marzbanian, analista da Eleven Financial, o pano de fundo segue desafiador.

"O cenário geopolítico permanece complexo, com tensões simultâneas no Oriente Médio, Ucrânia e Ásia-Pacífico. A fala de Kristalina Georgieva, do FMI, reforça que choques de preços tendem a persistir mesmo com eventuais cessar-fogos, indicando que o componente inflacionário pode ser mais estrutural do que transitório", afirma.

Segundo ele, na América Latina, o fluxo ainda favorece a região como destino relativo entre os emergentes, impulsionado por exportadores de commodities e pelo diferencial de juros reais. "Ainda assim, persistem fragilidades, especialmente no Brasil, com deterioração de balanços corporativos e maior custo de capital", disse.

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