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Ibiuna vê baixa chance de grande mudança estrutural na Petrobras

Gestora defende que ação já precifica riscos e que a estatal não deve passar por alterações profundas com a troca de governa

Ações da Petrobras (PETR4) já teriam risco embutido no preço segundo a gestora (MAURO PIMENTEL/Getty Images)

Ações da Petrobras (PETR4) já teriam risco embutido no preço segundo a gestora (MAURO PIMENTEL/Getty Images)

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Barbara Nascimento, da Bloomberg

Publicado em 21 de janeiro de 2023, 11h03.

Com as incertezas geradas pela troca no governo, a gestora Ibiuna zerou as já reduzidas posições em Banco do Brasil (BBAS3), mas optou por se manter aplicada em Petrobras (PETR3/PETR4), ainda que reconheça os vários ruídos em torno da empresa. A avaliação é de que a probabilidade de mudanças realmente estruturais dentro da estatal de petróleo é baixa, diz o gestor de renda variável, André Lion, em entrevista.

Lion é responsável por três famílias de fundos focados em renda variável local e que totalizam quase R$ 3 bilhões dos cerca de R$ 37 bilhões geridos pela gestora.

No caso de Petrobras, ele afirma que a ação está desvalorizada e já embute uma série de riscos no preço. “O papel tem muito para corrigir se o cenário não for tão ruim”, diz Lion. Para ele, ainda que mudanças tendam a ocorrer na estatal com a troca de governo, grandes alterações estruturais não são o cenário base. Com relação ao Banco do Brasil, ele afirma que a gestora prefere não ter bancos estatais de forma geral.

Lion explica que, diante de uma desaceleração adiante em decorrência da política monetária, a Ibiuna preferiu se posicionar de forma setorialmente neutra e “busca modelos de negócio que não dependam de crescimento”. Ele cita BB Seguridade, Cielo e Itaú no setor financeiro, Assaí e Vamos em consumo, e Sabesp entre utilities.

“A Sabesp tem valuation ‘ok’, um controlador que sinaliza para a desestatização e parece direcionada à eficiência. É uma história que fica de pé”, diz.

Entre as commodities, diz que os fundos sob sua gestão têm uma pequena posição em Gerdau e Vale, mas ainda avalia a delicada equação entre uma “reabertura sem volta” na China e o freio no crescimento do setor imobiliário no país asiático.

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