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Ibama autoriza Prio a perfurar até 14 novos poços no Campo de Frade

Campo tem capacidade para processar 100 mil barris por dia e armazenar de até 1,5 milhão de barris

Campo de Frade da Prio: com a decisão, a petroleira informou ao mercado que passa a ter autorização para perfurar até 14 novos poços no campo (PetroRio/Divulgação)

Campo de Frade da Prio: com a decisão, a petroleira informou ao mercado que passa a ter autorização para perfurar até 14 novos poços no campo (PetroRio/Divulgação)

Publicado em 17 de março de 2026 às 10h01.

A Prio (PRIO3) divulgou nesta terça-feira, 17, que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu a licença de perfuração do Campo de Frade, na Bacia de Campos, permitindo à companhia avançar em seus planos de expansão no ativo.

Com a decisão, a petroleira informou ao mercado que passa a ter autorização para perfurar até 14 novos poços no campoA petroleira também afirmou que manterá seus acionistas atualizados sobre o cronograma das novas perfurações. A concessão destrava uma etapa relevante para o aumento da produção no ativo.

Localizado na Bacia de Campos, o Campo de Frade é operado pelo FPSO Valente, com capacidade de processamento de 100 mil barris por dia e armazenamento de até 1,5 milhão de barris. No quarto trimestre de 2025, a produção média no campo foi de 31,5 mil barris por dia, com vendas de 2,8 milhões de barris no período.

A Prio adquiriu participação no ativo em 2019 e concluiu a compra no ano seguinte, como parte de sua estratégia de revitalização de campos maduros. O FPSO também está conectado à malha nacional de gasodutos, o que permite a comercialização do gás produzido ou a importação para atender à demanda operacional.

Expansão operacional da Prio

A nova licença reforça o momento de expansão operacional da companhia. No início de março, a Prio já havia informado que o Ibama concedeu a Licença de Operação do Campo de Wahoo, também na Bacia de Campos, eliminando a última etapa regulatória para o início da produção, atualmente em fase final de comissionamento.

A entrada de Wahoo é vista como um dos principais vetores de crescimento da petroleira e pode levar a produção da companhia a cerca de 200 mil barris por dia em 2026, ante aproximadamente 100 mil barris por dia no ano anterior.

Apesar de um quarto trimestre pressionado por efeitos contábeis, a companhia mantém fundamentos operacionais sólidos, na avaliação do mercado.

A Prio registrou prejuízo líquido de US$ 185 milhões no período, impactado principalmente pelo aumento de despesas de depreciação e amortização, que somaram US$ 306 milhões, alta de 140% na comparação anual, além de efeitos cambiais sobre a base tributária.

Ainda assim, o Ebitda atingiu cerca de US$ 341 milhões, com avanço de 19% frente ao trimestre anterior, sustentado por ganhos operacionais. O custo de extração (lifting cost) caiu 28% no trimestre, para US$ 12,5 por barril, refletindo maior eficiência e recuperação da produção.

No acumulado de 2025, a Prio registrou produção média recorde de 106,4 mil barris por dia e vendas de 37,8 milhões de barris. A receita somou US$ 2,5 bilhões, com Ebitda ajustado de US$ 1,4 bilhão e lucro líquido ajustado de US$ 405 milhões.

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