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Hapvida (HAPV3): balanço do terceiro trimestre agrada e ações sobem mais de 4%

O BofA e o BTG estão otimistas com a companhia e mantiveram suas recomendações de compra para HAPV3

Hapvida: resultados do 3T23 surpreenderam positivamente os analistas (Leandro Fonseca/Exame)

Hapvida: resultados do 3T23 surpreenderam positivamente os analistas (Leandro Fonseca/Exame)

Janize Colaço
Janize Colaço

Repórter de Invest

Publicado em 9 de novembro de 2023 às 16h04.

Última atualização em 9 de novembro de 2023 às 22h11.

A Hapvida (HAPV3) reportou números do terceiro trimestre que agradaram o mercado. O balanço da companhia apontou uma receita líquida de R$ 6,8 bilhões e um Ebitda ajustado de R$ 742 milhões, crescimentos anuais de 8,9% e de 47%, respectivamente. Para os analistas, os resultados foram “melhores do que o esperado”, enquanto o mercado reagiu com uma alta de 3.48% no pregão desta quinta-feira, 9.

Entre outros números da operadora de saúde, a geração de caixa operacional atingiu 66,5% do Ebitda ajustado no terceiro trimestre, enquanto a margem ajustada atingiu 10,8%. Já a sinistralidade caixa da Hapvida foi de 71,9%, uma melhora de 1,1 ponto percentual com o mesmo período do ano passado. 

Os resultados surpreenderam positivamente o Bank Of America (BofA). Em relatório, os analistas destacam que o terceiro trimestre quebrou uma sequência histórica recente de custo/benefício crescendo acima da receita/benefício.

“Vemos essa melhoria relacionada, principalmente, ao controle de custos, já que a Hapvida vem aumentando consistentemente a verticalização, com internações em 75% (versus 73% no 2T23), consultas em 74% (versus 73% no 2T23) e exames em 69% (versus 66% no 2T23); e redução da exposição ao PPO [Organização de Provedor Preferencial] com queda trimestral de 4% de vidas”, dizem.

Impulso de ticket médio

Outro indicador que foi bem recebido pelo mercado foi o ticket médio da Hapvida no terceiro trimestre, que aumentou 11,8% em relação ao ano anterior, passando para R$251,8. A Genial Investimentos aponta que o resultado evidencia que a estratégia de reajuste de preços da companhia está sendo bem-sucedida.

“No entanto, a empresa enfrentou uma redução líquida de 89,9 mil beneficiários de planos de saúde no trimestre, devido a aumento na inadimplência e um ambiente econômico complexo, o que já era esperado dada a estratégia de reprecificação”, alertam os analistas.

Ainda assim, para o BTG Pactual (mesmo grupo controlador da EXAME), a queda no número de membros da HAPV3 foi menor do que o banco projetava. “Nossa estimativa era [uma redução] de 117 mil.” O cenário de perda de clientes, segundo os analistas, deve-se aos seguintes fatores:

  • condições macroeconômicas desafiadoras (mais demissões do que contratações em contratos corporativos);
  • redução em contratos que operavam com prejuízo;
  • aumentos contínuos de preços;
  • aumento da inadimplência. 

Recomendações para HAPV3

O BofA e o BTG estão otimistas e mantiveram suas recomendações de compra para HAPV3, com a companhia sendo a favorita do setor para ambos. “Com outra melhoria trimestral da margem Ebitda, os investidores deverão ganhar ainda mais confiança na tese de reestruturação. Gostamos da maior margem Ebitda ajustada desde a fusão, mas acreditamos que, sem dúvida, há mais por vir com os grandes aumentos de preços e o progresso na integração do GNDI”, afirmam os analistas do BTG.

Por outro lado, a Genial ainda não está confiante para recomendar a compra do papel da operadora de saúde. “Mas considerando a melhoria operacional evidenciada nos resultados recentes, estamos otimistas em relação à trajetória da Hapvida, acreditando que a empresa está no caminho certo. Assim, reiteramos nossa recomendação de manter.”

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