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Hapvida cai 5% após Congresso derrubar rol taxativo da ANS para planos de saúde

Ações da operadora de planos de saúde estão entre as maiores altas do mês no setor e enfrentam correção

Hapvida: ações da empresa ainda saltam quase 25% no mês apesar da queda de hoje (Hapvida/Divulgação)

Hapvida: ações da empresa ainda saltam quase 25% no mês apesar da queda de hoje (Hapvida/Divulgação)

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Beatriz Quesada

29 de agosto de 2022, 17h54

As ações da Hapvida (HAPV3) estiveram entre as maiores baixas do Ibovespa nesta segunda-feira, 29, e recuaram quase 5%.

  • Hapvida (HAPV3): - 4,84%

Segundo analistas, a queda está associada à mais recente decisão do Congresso sobre a atuação dos planos de saúde. O Senado aprovou na tarde de hoje o projeto de lei que acaba com o chamado rol taxativo da Agência Nacional da Saúde (ANS)

Na prática, o texto obriga planos de saúde a cobrirem tratamentos e procedimentos fora da lista sugerida pela agência reguladora. Já aprovada pela Câmara, a matéria agora vai para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

“As incertezas do setor a partir do projeto de lei fazem o papel recuar um pouco para se enquadrar melhor na realidade de curto prazo da companhia. Com relação aos seus pares, a Hapvida foi a que mais se valorizou no mês, mas os seus resultados recentes não condizem tanto com esse movimento de alta”, avalia Regis Chinchila, analista da corretora Terra Investimentos.

As ações da Hapvida acumulam alta de quase 25% no mês – mesmo considerando a baixa desta segunda. O papel disparou perto de 17% no pregão seguinte à divulgação do balanço do segundo trimestre, que surpreendeu positivamente. 

A operadora de planos de saúde reverteu lucro e apresentou um prejuízo líquido de R$ 312 milhões no segundo trimestre. Porém, apesar do resultado final negativo, os analistas estiveram mais atentos a outras linhas do balanço que mostram recuperação para a companhia.

Um dos principais pontos de destaque foi o crescimento orgânico da companhia – que, a propósito, havia decepcionado no primeiro trimestre. A Hapvida adicionou 139 mil novos beneficiários ao portfólio, acima do esperado por analistas, que projetavam média de 90 mil adições.

O resultado aumentou as expectativas de que a Hapvida possa continuar entregando crescimento sem o impulso das aquisições, que eram a principal fonte de crescimento antes da fusão com a Intermédica.