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Goldman vê ouro em alta por conta do teto da dívida dos EUA

Segundo o banco, ouro poderá subir enquanto políticos americanos tentam chegar a um acordo sobre o endividamento público


	Barras de Ouro: banco reiterou um preço-alvo de US$ 1.825,00 a onça (31,104 gramas), bem como prevê um recuo dos preços no segundo semestre
 (Sebastian Derungs/AFP)

Barras de Ouro: banco reiterou um preço-alvo de US$ 1.825,00 a onça (31,104 gramas), bem como prevê um recuo dos preços no segundo semestre (Sebastian Derungs/AFP)

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Da Redação

Publicado em 22 de janeiro de 2013 às 08h26.

São Paulo - O ouro pode subir nos próximos três meses, enquanto os políticos americanos tentam chegar a um acordo para resolver o problema do teto de endividamento público do país e as maiores economias do mundo desaquecem, afirma o banco Goldman Sachs, sugerindo o metal aos investidores. “Nós vemos os preços atuais do ouro como um bom ponto de compra”, dizem os analistas Damien Courvalin e Alec Phillips em um relatório escrito dia 18, segundo a agência Bloomberg.

O banco reiterou um preço-alvo de US$ 1.825,00 a onça (31,104 gramas), bem como prevê um recuo dos preços no segundo semestre deste ano com a recuperação da economia americana.

O ouro caiu 5,5% em dólar no último trimestre do ano passado, a pior performance desde 2008, na expectativa de uma recuperação da economia mundial e no fim potencial dos estímulos monetários do banco central americano. Uma alta para US$ 1.825,00 a onça seria consistente com as discussões para o teto da dívida, dizem os analistas. Desde 1960, o Congresso tem revisado o limite e endividamento do governo americano 79 vezes, segundo o Departamento do Tesouro.

“A incerteza associada a esses temas combinada com as projeções de um crescimento fraco para os EUA no primeiro trimestre deste ano após o impacto negativo de alta de impostos podem impulsionar” o ouro para o alvo previsto em três meses, escreveram os analistas.

O ouro, que completou o 12º ano de alta em 2012, estava sendo cotado hoje pela manhã a US$ 1.687,90 a onça em Nova York.
O Tesouro americano informou que vai superar o limite de US$ 16,4 trilhões de endividamento em algum momento entre o meio de fevereiro e o começo de março. Os financiamentos para agências do governo devem terminar em 27 de março e os políticos precisam aprovar um aumento do limite para evitar uma paralisação total.

Também em março, o Congresso americano vai se confrontar com o corte automático de US$ 110 bilhões em despesas, metade na área de defesa, que foi postergado no acordo fiscal fechado em 1° de janeiro.

A Goldman reafirmou seu cenário de baixos preços do metal no segundo semestre deste ano, previsão acompanhada pelo Credit Suisse Group em meio à recuperação da economia americana.

Já Allan Hochreiter, presidente-executivo da Officer Rene Hochreiter, que ganhou no ano passado o prêmio de melhor previsão na associação dos negociadores de ouro de Londres (London Bullion Market Association), disse neste mês que o rali do ouro terminou. Tom Kendall, chefe da mesa de metais preciosos do Credit Suisse, acha também que o apelo pelo metal tende a diminuir à medida que os medos do mercado diminuem.

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