Acompanhe:

Goldman Sachs (GSGI34) espera mais cortes da OPEP+ e prevê petróleo em US$ 110 em 2023

A organização dos países exportadores de petróleo vai se reunir no dia 4 de dezembro e poderia decidir novos cortes da produção

Bandeira com o logotipo da Opep (Joe Klamar/AFP)

Bandeira com o logotipo da Opep (Joe Klamar/AFP)

Carlo Cauti
Carlo Cauti

29 de novembro de 2022, 19h41

O banco de investimento norte-americano Goldman Sachs (GSGI34), informou nesta terça-feira, 29, que prevê um novo corte da produção de petróleo por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e de seus aliados (OPEP+).

Segundo Jeff Currie, chefe global de commodities do Goldman Sachs, as perspectivas de médio prazo para o petróleo em 2023 são “muito positivas” e o banco planeja “manter-se firme” com uma previsão da cotação do petróleo Brent de US$ 110 o barril para os próximos ano. Todavia, ele reconheceu que há "muita incerteza" pela frente.

Para o banco, é altamente provável alguns dos produtores de petróleo mais poderosos do mundo tome novas medidas para conter uma queda nos preços e tentar equilibrar o mercado.

A próxima reunião da OPEP vai ocorrer em Viena, na Áustria, no dia 4 de dezembro, para decidir sobre a evolução da política de produção. A reunião vai ocorrer em meio a temores de recessão internacional e de redução da demanda de petróleo por parte da China devido aos novos lockdowns que o governo chinês impôs para tentar conter os novos surtos de Covid-19. Além disso, os líderes dos países exportadores deverão avaliar as consequências de um teto de preço imposto pelas potências ocidentais sobre o petróleo russo, como retaliação contra a invasão da Ucrânia por parte de tropas russas.

Cotação do petróleo caiu nos últimos meses

As cotações internacionais do petróleo caíram nos últimos meses, com os contratos futuros do tipo Brent que estavam em US$ 100 o barril no final de agosto e que agora estão sendo negociados a US$ 85,46 o barril em Londres. Mesma trajetória pela qualidade WTI, cotado nos Estados Unidos, que chegou a US$ 110 em julho e que agora está negociado por volta de US$ 79 o barril.

A OPEP+ concordou no início de outubro em reduzir a produção em dois milhões de barris por dia a partir de novembro. Isso ocorreu apesar dos apelos dos EUA para que a OPEP + produzisse mais petróleo mais para reduzir os preços dos combustíveis e ajudar a retomada da economia global.

Liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, a OPEP+ reduziu a produção em um recorde de 10 milhões de barris por dia no início de 2020, quando a demanda despencou devido à pandemia de Covid-19. Desde então, o cartel do petróleo desfez gradualmente esses cortes recordes, embora com vários países da OPEP+ lutando para cumprir suas cotas. A OPEP+ informou recentemente que poderia impor cortes maiores na produção para estimular uma recuperação nos preços do petróleo.