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GOL (GOLL4) consegue receita recorde no 3º tri e prejuízo fica 39% menor

Companhia ampliou malha, fez repasses de preços para passagens e teve ganhos de eficiência em custos unitários

Gol: Receita chega a recorde trimestral (Leandro Fonseca/Exame)

Gol: Receita chega a recorde trimestral (Leandro Fonseca/Exame)

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Raquel Brandão

Publicado em 27 de outubro de 2022, 09h40.

A companhia aérea Gol (GOLL4) reduziu em 39% o prejuízo líquido no terceiro trimestre, para R$ 1,55 bilhão, refletindo a melhor das taxas de ocupação e melhora de eficiência nos custos unitários por renovação da frota, segundo a companhia. A Gol registrou receita e yield (preço pago pelo passageiro para voar um quilômetro) recordes, dando sinais de que os impactos da pandemia para o setor aéreo começam de fato a ficar no passado, mesmo com o aumento de preços das passagens.

Com aumento de oferta em relação ao trimestre imediatamente anterior, a companhia obteve yield de 4,5% maior e ocupação acima de 81%, o que levou a uma receita líquida trimestral de R$ 4 bilhões, mais que o dobro de um ano antes e 8% superior ao terceiro trimestre de 2019, ano pré-pandemia.

O número de passageiros transportados no trimestre chegou a 6,9 milhões de passageiros transportados, um volume 39% maior do que um ano antes, embora ainda seja inferior a 2019.

Custos com combustível

Principal pressão nas contas da operação de uma companhia aérea, o preço do querosene de aviação saltou 91% e o custo unitário de combustível, 88%. Isso porque após o sgeundo trimestre, as cotações do petróleo se aceleraram com as pressões internacionais, como o avanço da guerra entre Rússia e Ucrânia e decisões da Opep. Também pesou a desvalorização do real diante do dólar.

No entanto, a companhia apertou os cintos com os custos unitários que excluem combustíveis. Esse indicador ficou 23% mais baixo

Renovação da frota

A empresa recebeu três novas aeronaves Boeing 737-Max 8, mantendo o ritmo de renovação da frota, o que tem ajudado, diz a empresa, a ter ganhos de eficiência especialemente no consumo de combustível. A Gol encerrou o trimestre com 145 aeronaves, sendo 26% delas do modelo 737-Max 8.

Otimismo com 4º tri

Para o trimestre que começou em outubro, a empresa está com visão positiva. O último trimestre do ano é um dos mais importantes para o setor, devido às festas de fim de ano e início das férias de verão no hemisfério Sul. "A companhia entrou no quarto trimestre com um combinação favorável de fortes curvas de reservas de passagens futuras, ambiente macroeconômico menos volátil, recuperação do segmentro corporativo e retomada da frota operacional em patamares pré-pandemia", diz, observando que isso deve mostrar progresso nos ganhos de produtividade e diluição dos custos.

Novas projeções

A Gol atualizou projeções para o ano. A frota passou de 132 a 138 para 135 a 140 aeronaves. A oferta (ASK, na sigla em inglês) diminuiu  de um intervalo de 55% a 65% para 50% a 55%, enquanto a taxa de ocupação passoiu de 80% para 81%. a projeção de receita líquida se manteve em R$ 15,4 bilhões.