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George Soros dobra seu pessimismo contra o S&P 500

Novo relatório mostra que Soros elevou sua posição de 470 milhões de dólares para 1,3 bilhão de dólares em opções de venda do índice americano


	O bilionário perdeu sua aposta contra o S&P 500 em 2013, quando o índice avançou cerca de 30%
 (GettyImages)

O bilionário perdeu sua aposta contra o S&P 500 em 2013, quando o índice avançou cerca de 30% (GettyImages)

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Marcelo Poli

18 de fevereiro de 2014, 15h55

São Paulo – Não é novidade que George Soros anda pessimista com o mercado. Mas, o recente relatório de seus fundos de investimentos revelou que o megainvestidor dobrou suas opções de venda de um ETF (fundo de índices, ou Exchange Traded Funds, na sigla em inglês) do índice que engloba as 500 maiores empresas americanas, o S&P 500.

Em linhas gerais, a compra das opções de venda – também conhecidas como put - sinaliza que Soros projeta a queda do índice americano.

O novo relatório mostra que Soros dobrou sua aposta contra o índice no quarto trimestre de 2013, elevando sua posição de 470 milhões de dólares para 1,3 bilhão de dólares, um total de 11,13% de seus investimentos divulgados no documento.

Soros x S&P 500

No terceiro trimestre do ano passado, Soros diminuiu sua quantidade de puts, de 13% para 5%.

O bilionário perdeu sua aposta contra o S&P 500 em 2013, quando o índice avançou cerca de 30%. Vale lembrar que em janeiro deste ano o índice amargou uma queda de 5%, mas mostra recuperação em fevereiro, com alta de 5,7%. 


Aposentado?

Em 2011, o mercado era avisado que, depois de quase 40 anos de carreira, Soros havia decidido pisar no freio e anunciar sua aposentadoria.

Na época, ele distribuiu um bilhão de dólares aos investidores de seu fundo. Em uma carta, dois de seus cinco filhos afirmavam que o Quantum passaria a aplicar apenas com recursos familiares e não mais com o de terceiros.

O motivo da decisão, de acordo com a nota, eram as novas propostas de regulamentação do mercado de fundos de hedge.

Soros é fundador do Quantum Fund, há muito tempo um dos maiores fundos de hedge do mundo, cujo retorno anual chegara a 34% na década de 90.

Mesmo não atuando como anteriormente, Soros continua na ativa, impactando o mercado com a maioria das notícias que envolvem seu nome.