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Fluxo de estrangeiros na B3 passa R$ 10 bi mensais pelo 4⁰ mês seguido

Até o último domingo, 19, o mês de abril já registrava a entrada de R$ 14,7 bilhões, elevando o acumulado líquido do ano para R$ 68 bilhões

Fluxo gringo na bolsa: protagonismo estrangeiro contrasta, porém, com o comportamento dos investidores institucionais locais, que foram vendedores líquidos de R$ 13,9 bilhões na última semana (Germano Lüders/Exame)

Fluxo gringo na bolsa: protagonismo estrangeiro contrasta, porém, com o comportamento dos investidores institucionais locais, que foram vendedores líquidos de R$ 13,9 bilhões na última semana (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 20 de abril de 2026 às 12h03.

Pelo quarto mês consecutivo, as entradas de capital estrangeiro na Bolsa de Valores do Brasil, a B3, superaram o patamar de R$ 10 bilhões. De acordo com relatório Market Data Monitor da equipe de Estratégia de Renda Variável do Itaú BBA, essa sequência consolida o forte apetite externo pelo mercado acionário doméstico ao longo do primeiro quadrimestre do ano.

O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, 20, aponta que a alocação dos investidores em 2026 tem sido consistente, embora apresente ritmos variados.

O ano começou com o ingresso massivo de R$ 26,4 bilhões em janeiro, que superou todo o volume alocado em 2025, de pouco mais de R$ 25 bilhões, seguido por fevereiro, quando os gringos aplicaram R$ 15,4 bilhões.

Em março, mesmo em meio à eclosão da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, o fluxo continuou positivo, em 11,9 bilhões, maior volume para um mês de março desde 2022, quando o capital internacional somou R$ 21,4 bilhões.

Até o último domingo, 19, o mês de abril já registrava a entrada de R$ 14,7 bilhões, elevando o acumulado líquido do ano para R$ 68 bilhões.

Ainda segundo o Itaú, nos últimos cinco pregões até sexta, 17, os estrangeiros foram compradores líquidos de R$ 11,5 bilhões, apesar da perfomance nagativa do Ibovespa na última semana, que acumulou queda de 0,81%.

No período, o índice chegou a tocar os 199.354,81 pontos, superando o topo histórico ajustado pela inflação que resistia há 18 anos e ficando a pouco mais de mil pontos dos inéditos 200 mil, antes de perder o fôlego e encerrar em baixa.

O protagonismo estrangeiro contrasta, porém, com o comportamento dos investidores institucionais locais, que foram vendedores líquidos de R$ 13,9 bilhões na última semana.

Em março, os investidores internacionais já haviam respondido por 62,1% de todo o volume negociado na bolsa, registrando o maior aporte para o ano desde 2022, quando o primeiro trimestre do ano somou R$ 65,3 bilhões em recursos estrangeiros.

Ao longo da última semana, o setor financeiro foi o grande destaque positivo, superando todo o mercado, de acordo com o Itaú BBA, que classificou o setor com outperform. Os setores de siderurgia e mineração, assim como transporte e Shoppings também registraram desempenho positivo, enquanto agronegócio, óleo e gás e bens de capital foram as piores perfomances do mercado.

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