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Feirão Limpa Nome dá desconto de até 99% em dívidas vencidas: veja como

Mutirão da Serasa reúne 2.200 empresas, vai até 1º de abril e ocorre em meio a um cenário de 81,7 milhões de inadimplentes no país

Inadimplência elevada: 82 milhões de brasileiros no vermelho (Divulgação/Imovelweb)

Inadimplência elevada: 82 milhões de brasileiros no vermelho (Divulgação/Imovelweb)

Caroline Oliveira
Caroline Oliveira

Colaboradora na Exame

Publicado em 25 de março de 2026 às 14h45.

Última atualização em 25 de março de 2026 às 15h24.

A 35ª edição do Feirão Serasa Limpa Nome começa nesta quarta-feira, 25, e segue até 1º de abril, oferecendo descontos que podem chegar a 99% para consumidores que desejam renegociar dívidas. A iniciativa ocorre em um momento desafiador para o orçamento das famílias: o Brasil soma atualmente 81,7 milhões de inadimplentes, quase a metade da população adulta (49,1%).

O mutirão reúne mais de 2.200 empresas parceiras — entre bancos, varejistas, operadoras de telefonia, universidades, financeiras e concessionárias de serviços essenciais — e permite negociação gratuita por canais digitais, telefone, agências dos Correios e atendimento presencial em São Paulo.

Na capital paulista, a Serasa instalou uma tenda no Vale do Anhangabaú, com funcionamento das 9h às 18h até o final do Feirão.

Além disso, as negociações podem ser feitas em mais de 7 mil agências dos Correios em todo o país, mediante apresentação de documento com CPF.

Segundo a empresa de proteção de crédito, as ofertas e condições são as mesmas em todos os canais, digitais ou presenciais.

Inadimplência elevada e persistente

O evento ocorre em um contexto de inadimplência elevada e persistente. De acordo com dados recentes da Serasa, 42% dos negativados em 2026 já estavam nessa condição há dez anos, um sinal de que o endividamento se tornou estrutural para parte da população.

Nesse cenário, a semana de renegociação surge como oportunidade para reorganizar as finanças e interromper um ciclo recorrente de dívidas.

Segundo a especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, ainda é comum que consumidores tratem o crédito como complemento da renda. “O crédito precisa ser visto como um apoio, seja para realizar um objetivo ou até quitar uma dívida, mas sempre com consciência financeira”, afirma Vieira ao E-investidor.

A falta de planejamento aparece como um dos principais fatores por trás da inadimplência. De acordo com a especialista, 56% dos consumidores afirmam que poderiam ter evitado a negativação com melhor organização financeira.

Descontos, parcelamento e pagamento via Pix

Durante o Feirão, consumidores podem renegociar débitos com condições consideradas entre as mais favoráveis do ano, incluindo:

  • descontos de até 99%;
  • parcelamento facilitado;
  • parcelas a partir de R$ 9,90;
  • pagamento por boleto, Pix ou cartão.

Dívidas negativadas — inclusive aquelas com mais de cinco anos — também podem ter condições especiais de negociação durante o Feirão. Após o pagamento, a empresa credora tem prazo de até cinco dias úteis para comunicar a regularização aos cadastros de inadimplência e retirar o registro negativo do CPF.

Em alguns casos, é possível limpar o nome imediatamente após o pagamento via Pix. Segundo a Serasa, a edição anterior do mutirão resultou em mais de 10 milhões de acordos firmados.

Onde negociar as dívidas

As negociações podem ser feitas gratuitamente pelos canais oficiais:

  • site e aplicativo da Serasa;
  • WhatsApp oficial: (11) 99575-2096 (atendimento automatizado);
  • telefone 3003-6300 (de segunda a sexta-feira, das 08h às 20h, para capitais e regiões metropolitanas);
  • telefone gratuito 0800 591 5161 (de segunda a sexta-feira, das 08h às 20h);
  • atendimento em Libras por videochamada (de segunda a sexta-feira, das 08h às 18h);
  • mais de 7 mil agências dos Correios.

Em São Paulo, também é possível negociar presencialmente:

Local: Vale do Anhangabaú (embaixo do Viaduto do Chá, próximo ao Shopping Light)
Data: 25 de março a 1º de abril
Horário: das 9h às 18h

O que não pode ser negociado no Feirão

Alguns débitos ficam fora do mutirão:

  • dívidas protestadas em cartório;
  • débitos com o governo (como impostos);
  • cheques sem fundo;
  • casos de falência.

Nessas situações, o consumidor deve procurar diretamente o credor ou a Receita Federal.

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