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Fed mantém juros nos EUA pela quarta vez seguida

Decisão marca a primeira reunião de Kevin Warsh à frente do Fed e ocorre em meio ao acordo para o fim da guerra no Irã após quatro meses

Fed mantém juros inalterados: a taxa básica de juros americana permanece no intervalo entre 3,5% e 3,75% (Samuel Corum / Bloomberg/Getty Images)

Fed mantém juros inalterados: a taxa básica de juros americana permanece no intervalo entre 3,5% e 3,75% (Samuel Corum / Bloomberg/Getty Images)

Publicado em 17 de junho de 2026 às 15h01.

Última atualização em 17 de junho de 2026 às 15h09.

O Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, manteve a taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,5% e 3,75% pela quarta reunião consecutiva neste ano. A decisão, anunciada nesta quarta-feira, 17, pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), veio em linha com as expectativas do mercado.

A ferramenta Fed Watch, do CME Group, vinha mostrando que 99,5% do mercado apostava na manutenção desse patamar de juros estabelecido desde dezembro do ano passado.

Pela primeira vez, o FOMC aprovou a decisão por unanimidade com 12 votos a favor da manutenção dos juros.

"A atividade econômica está se expandindo a um ritmo sólido, apesar da elevada incerteza que se deve, em parte, ao conflito no Oriente Médio. O crescimento da produtividade e o investimento de capital são fortes. A criação de empregos acompanhou o crescimento da força de trabalho e a taxa de desemprego apresentou pouca variação", afirmaram as autoridades monetárias em comunicado.

O Fed acrescentou que a inflação permanece elevada em relação à meta de 2% do comitê. Segundo os membros do FOMC, em parte esse resultado reflete os choques de oferta que impulsionaram aumentos de preços em certos setores, incluindo o de energia. "O Comitê buscará a estabilidade de preços", escreveram.

O FOMC também reafirmou sua política de manter reservas amplas no sistema bancário.

A última ata do FOMC já havia mostrado um comitê mais cauteloso e cada vez menos disposto a sinalizar quando voltará a reduzir os juros nos Estados Unidos.

Até então, o conflito no Oriente Médio ocupava posição central nas preocupações do colegiado. A Guerra é tratada como um clássico choque de oferta adverso: eleva preços de energia, pressiona fretes, fertilizantes e insumos industriais, ao passo que adiciona incerteza ao crescimento.

Na ocasião, o Fed deixou claro que o risco de o conflito se prolongar — e manter o petróleo e outras commodities em patamares elevados por mais tempo — é uma das principais ameaças ao cenário econômico.

No último domingo, 14, contudo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo com o Irã para encerrar na guerra iniciada em fevereiro. O acordo será selado na sexta, 19.

1ª reunião sob o comando de Warsh

A decisão desta quarta-feira também marca a estreia de Kevin Warsh no comando do Fed. Indicado pelo presidente Donald Trump para substituir Jerome Powell, o novo chairman assume o cargo sob pressão da Casa Branca por cortes nos juros, apesar de a inflação ainda permanecer acima da meta.

Warsh fará também sua primeira coletiva de imprensa como encarregado do banco central mais influente do mundo.

 

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