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Fed mais duro, medo de recessão, novos dados de inflação nos EUA e o que mais move o mercado

Altas de juros mais agressivas nos Estados Unidos ganharam força após dados divulgados na véspera; bolsas de NY vêm do pior pregão desde 2020

Jerome Powell, presidente do Federal Reserfe (Kevin Lamarque/Reuters)

Jerome Powell, presidente do Federal Reserfe (Kevin Lamarque/Reuters)

Guilherme Guilherme
Guilherme Guilherme

14 de setembro de 2022, 07h52

Investidores iniciam os trabalhos desta quarta-feira, 14, com piores perspectivas para a economia americana. Isso porque o Índice de Preço ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) acima do esperado divulgado na véspera soou o alerta para a necessidade de endurecimento da política monetária dos Estados Unidos para combater a inflação, provocando um efeito em cadeia no mercado. Bolsas do mundo inteiro amargaram duras perdas no último pregão, em meio à fuga para ativos defensivos.

O Índice DXY, que representa a variação do dólar contra as principais moedas do mundo, teve sua maior alta desde março de 2020, marcado pelo início da pandemia. Bolsas americanas, por outro lado, desabaram. O S&P 500 e o Nasdaq tombaram 4,32% e 5,16%, respectivamente -- as maiores quedas desde a chegada da covid-19. O Ibovespa não ficou imune e caiu 2,3%, com apenas duas ações do índice fechando em alta.

A reação negativa teve como pano de fundo, além da inflação, a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed) possa subir juros em ritmo ainda mais acelerado. A possibilidade de uma alta de 1 p.p. passou a ser precificada para a reunião da próxima semana, enquanto a chance de uma elevação mais branda, de 0,5 p.p. foi a 0%. Para a fim do ciclo de alta, a faixa entre 4,25% e 4,5% vem se tornando consenso. A grande dúvida é quando o patamar será alcançado, se já em dezembro ou na primeira decisão de 2023.

Qualquer dúvida sobre se a economia americana passaria por um pouso suave, com o Fed controlando a inflação sem grandes danos, deve ser abandonada em breve, disse Alvaro Frasson, economista do BTG Pactual. "A discussão deve passar a ser de quão duro será esse pouso", afirmou.

Nesta quarta, os mercados operam de forma mista. Parte da bolsas da Europa, que fecham mais cedo, ainda precificam a piora das expectativas para a economia global, enquanto os índices futuros de Nova York sinalizam alguma recuperação, após as fortes quedas de ontem

PPI de agosto

Vale lembrar que novos dados da inflação americana estão previstos para esta manhã nos Estados Unidos, com a divulgação do Índice de Preço ao Produtor  (PPI, na sigla em inglês) de agosto às 9h30. A expectativa é de deflação mensal de 0,1% ante a deflação de 0,5% de julho.

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Desempenho dos indicadores às 7h30 (de Brasília):

  • Dow Jones futuro (Nova York): + 0,36%
  • S&P 500 futuro (Nova York): + 0,49%
  • Nasdaq futuro (Nova York): + 0,62%
  • DAX (Frankfurt): - 0,36%
  • CAC 40 (Paris): - 0,10%
  • FTSE 100 (Reino Unido): - 0,76%
  • Stoxx 600 (Europa): - 0,36%
  • Hang Seng (Hong Kong)*: - 2,48%
  • Shangai Composite (Xangai)*: - 0,80%

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