Bolsas da América Latina: região lidera ranking global de retornos em janeiro (ipopba/Thinkstock)
Redação Exame
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 14h00.
A América Latina concentrou os maiores retornos globais no início de 2026, revela levantamento feito pela Elos Ayata. A consultoria acompanhou a performance de 21 dos principais índices de ações do mundo e a conclusão foi que os cinco melhores desempenhos de janeiro, quando medidos em dólares, pertencem a mercados latino-americanos, com Peru, Colômbia e Brasil no topo do ranking.
O levantamento considera tanto a rentabilidade nominal, na moeda local de cada país, quanto o retorno ajustado pela variação do dólar. Nesse contexto, o Ibovespa acumulou valorização de 18,42% em dólares até o fim de janeiro, garantindo o terceiro melhor desempenho entre todos os mercados analisados. Em moeda local, a alta foi de 12,56%.
O ranking de janeiro é liderado pelo S&P/BVL General, do Peru, que avançou 22,51% em dólares, seguido pelo MSCI Colcap, da Colômbia, com ganho de 21,16%. Logo atrás aparece o Brasil, com o Ibovespa, à frente de outros mercados relevantes da região. Chile e México completam o grupo de líderes, com altas de 15,65% e 9,18% em dólares, respectivamente.
Segundo a Elos Ayta, a valorização de 18,42% do Ibovespa em dólares em janeiro representa o melhor resultado mensal desde novembro de 2020, quando o índice havia avançado 25,47% na mesma base de comparação. O dado reforça a leitura de que o mercado iniciou o ano em um forte movimento de reprecificação dos ativos locais, sustentado por maior apetite ao risco e pela recomposição de posições por parte de investidores estrangeiros.
O contraste com os mercados desenvolvidos é evidente. Nos Estados Unidos, os principais índices ficaram concentrados na metade inferior do ranking global. O Dow Jones aparece apenas na 17ª posição, com alta de 1,73%, enquanto o S&P 500 ocupa o 18º lugar, com ganho de 1,37%. O Nasdaq encerrou janeiro na última colocação entre os mercados analisados, com avanço de 0,95%. Na Europa, o cenário não foi muito diferente: índices como DAX, CAC 40 e FTSE MIB registraram desempenhos próximos da estabilidade quando convertidos para dólares.