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Emprego nos EUA, dados da Europa e produção da Vale: o que move os mercados

A mineradora publica seu relatório de produção e vendas referente ao segundo trimestre deste ano

Agenda do mercado: indicadores econômicos no exterior no radar, balanços corporativos e eventos no Brasil que podem influenciar o humor dos mercados (Tetra Images/Getty Images)

Agenda do mercado: indicadores econômicos no exterior no radar, balanços corporativos e eventos no Brasil que podem influenciar o humor dos mercados (Tetra Images/Getty Images)

Publicado em 21 de julho de 2026 às 05h30.

Última atualização em 21 de julho de 2026 às 06h26.

Os investidores iniciam esta terça-feira, 21, com uma agenda de indicadores econômicos no exterior no radar, balanços corporativos e eventos no Brasil que podem influenciar o humor dos mercados.

Depois de um pregão marcado pela cautela diante da escalada da guerra no Oriente Médio e da alta do petróleo, a atenção se volta agora para dados sobre atividade, emprego e consumo nos Estados Unidos e na Europa, além de novos sinais do setor de mineração com a divulgação do relatório de produção e vendas da Vale (VALE3).

O que acompanhar no Brasil

No mercado brasileiro, a agenda econômica é esvaziada, mas o noticiário político e corporativo deve concentrar parte das atenções.

Às 14h, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, acompanha o vice-presidente Geraldo Alckmin em audiência com o presidente da BYD Brasil, Tie Li, no Palácio do Planalto.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga a Sondagem Industrial, enquanto o mercado também acompanha a divulgação de novas pesquisas eleitorais da Indexa e da Real Time Big Data.

No calendário corporativo, o principal destaque é a Vale. A mineradora publica seu relatório de produção e vendas referente ao segundo trimestre, documento que costuma antecipar as expectativas para o balanço financeiro e pode influenciar o desempenho das ações ao longo do pregão.

Agenda do exterior

No exterior, os primeiros dados do dia chegam ainda durante a madrugada. No Reino Unido serão conhecidos os números do mercado de trabalho, incluindo a taxa de desemprego, a variação do emprego e os salários médios, indicadores que ajudam a calibrar as expectativas para os próximos passos da política monetária do Banco da Inglaterra.

Na zona do euro, os investidores acompanham, às 5h, os dados de empréstimos bancários divulgados pelo Banco Central Europeu (BCE).

Uma hora depois, às 6h, será divulgado o índice ZEW de percepção econômica da Alemanha, que mede as expectativas de investidores institucionais para a economia do país. A expectativa do mercado é de alta para 11,5 pontos em julho, acima dos 9,5 pontos registrados no mês anterior, indicando melhora gradual da confiança.

Ao longo da manhã, também estarão no radar o discurso de Joachim Nagel, presidente do Bundesbank, e os dados da balança comercial da Espanha.

Nos Estados Unidos, o foco estará sobre indicadores capazes de oferecer novas pistas sobre o ritmo da economia americana. Às 9h15, será divulgado o levantamento semanal da ADP sobre geração de empregos, um dado acompanhado por investidores por servir como termômetro do mercado de trabalho.

Pouco depois, às 9h55, sai o Índice Redbook, que mede a evolução anual das vendas nas mesmas lojas do varejo americano. Na última divulgação, o indicador apontou crescimento de 8,2%, servindo como um sinal da força do consumo das famílias.

Já após o fechamento do mercado brasileiro, às 17h30, a American Petroleum Institute (API) divulga os dados semanais dos estoques de petróleo bruto. O indicador ganha ainda mais relevância diante da escalada das tensões no Oriente Médio, que mantém os investidores atentos aos riscos para a oferta global da commodity e aos possíveis impactos sobre os preços internacionais.

Cautela na véspera

Os mercados chegam à sessão desta terça depois de um pregão de baixa liquidez e cautela. Na segunda-feira, o Ibovespa caiu 0,20%, aos 173.371 pontos, pressionado pelas incertezas em torno do conflito entre Estados Unidos e Irã e pelas preocupações com a trajetória da inflação, impulsionada pela alta do petróleo.

Entre as blue chips, a Petrobras avançou acompanhando a valorização da commodity, enquanto a Vale recuou mesmo com queda moderada do minério de ferro. Nos Estados Unidos, Wall Street também encerrou o dia no vermelho, com investidores monitorando os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e seus possíveis efeitos sobre a economia global.

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