Embraer (EMBR3) compra participação na maior empresa de drones da América Latina

Investimento ocorre em fase de maior expansão da XMobots, que se prepara para abrir nova fábrica em Minas Gerais
Drone (Richard Newstead/Getty Images)
Drone (Richard Newstead/Getty Images)
Guilherme Guilherme
Guilherme Guilherme

Publicado em 20/09/2022 às 12:16.

Última atualização em 20/09/2022 às 12:20.

A Embraer (EMBR3) anunciou nesta terça-feira, 20, a aquisição de fatia minoritária na XMobots, considerada a maior do ramo de drones da América Latina. O valor do investimento não foi revelado, mas, segundo a Embraer, ainda prevê a possibilidade de um aporte adicional no futuro, dependendo de condições preestabelecidas.

O investimento da Embraer é feito no momento de maior expansão da XMobots, que se prepara para inaugurar uma nova fábrica em Itajubá, Minas Gerais.

Com sede em São Carlos, seu nome vem do acrônimo para extreme mobile robots -- robôs móveis extremos --, nome que remonta suas origens. Criada em 2007 com o objetivo de desenvolver "robôs móveis" a companhia terminou seu primeiro protótipo em 2009, mesmo ano que conseguiu a aprovação de seus primeiros financiamentos, da FAPESP e CNPq. Em 2010, ela conseguiu seu primeiro contrato e não parou mais.

Além do interesse pelo mercado de drones, o investimento da Embraer visa potenciais sinergias com a equipe de tecnologia da XMobots. São 200 funcionários, sendo 60 engenheiros de pesquisa e desenvolvimento.

Eles são responsáveis pela criação de drones utilizados especialmente nas áreas de agricultura de precisão, geotecnologia e defesa. Todo trabalho de criação dos drones, da mecânica ao hardware e software, é feito pela equipe da XMobots.

“Nossa estratégia de investimento e operações de capital de risco têm forte ênfase na inovação e parcerias, que são pilares do nosso plano de crescimento para os próximos anos”, disse em comunicado ao mercado Daniel Moczydlower, Head de Inovação da Embraer e Presidente e CEO da Embraer-X.

A Embraer ainda informou que, a partir da conclusão do negócio, ambas as empresas deverão trabalhar em conjunto na criação de memorandos de entencimentos quanto à atuação em mercados civis e de defesa e segurança.