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Remy Sharp
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O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou o primeiro trimestre do ano em queda de 7,2%. O resultado positivo que foi alcançado em janeiro se reverteu no segundo mês do ano, e continuou volátil em março.

As instabilidades no cenário macroeconômico contribuíram para o resultado. Os juros globais continuam altos, e as bolsas globais têm enfrentado volatilidade após a falência do Silicon Valley Bank no início de março.

Por aqui, a taxa básica de juro continua em 13,75% ao ano, o que tem sido ponto de disputa entre o governo Lula e o Banco Central – fator que também trouxe volatilidade aos mercados. Além disso, a Selic alta aumenta a atratividade da renda fixa, enquanto diminui a da renda variável.

A expectativa é que o novo arcabouço fiscal, apresentado no final do mês, possa destravar os caminhos para um corte da Selic. A nova regra fiscal, no entanto, ainda precisa ser posta à prova, e economistas temem que o governo precise de novos impostos para alcançar suas metas.

“O Ibovespa sofreu uma concorrência grande da renda fixa e pelo contexto macroeconômico bem adverso. E só agora no final de março tivemos a nova regra fiscal. Pode ser que a situação melhore no segundo trimestre, mas ainda é um cenário bem difícil para renda variável", avaliou Gustavo Cruz, analista da RB Investimentos.

As maiores baixas do Ibovespa no 1º trimestre

O cenário prejudicou principalmente as ações ligadas à economia doméstica, com Alpargatas (ALPA4), Locaweb (LWSA3), CVC (CVCB3) e Yduqs (YDUQ3) entre as maiores quedas do trimestre. 

Mas a maior queda no trimestre foi da Hapvida (HAPV3), que caiu 48,4% no período. A derrocada começou com a divulgação dos resultados do quarto trimestre. A companhia reportou lucro líquido ajustado de R$ 161,4 milhões, uma queda de 56,1% na comparação anual.

Os temores ficaram ainda maiores quando a Hapvida levantou a hipótese de realizar um aumento de capital por meio de emissão de novas ações. Analistas ficaram temerosos de que a situação na empresa fosse ainda pior que o esperado, já que a Hapvida considerava levantar capital em condições adversas de mercado.

O viés vendedor melhorou apenas na semana passada, com a notícia de que os controladores fariam uma operação de resgate para Hapvida, que pode colocar R$ 2,1 bilhões no caixa da empresa.

As maiores altas do Ibovespa no 1º trimestre 

Na ponta positiva, a temporada de balanços também fez preço. A maior alta, da Embraer (EMBR3), veio na esteira dos resultados da empresa no quarto trimestre de 2022. A fabricante de aeronaves registrou lucro líquido de R$ 119,2 milhões, um avanço de expressivos 981% ante o quarto trimestre de 2021.

Já o Magazine Luiza (MGLU3), segunda maior alta do trimestre, se beneficiou da recuperação judicial da Americanas (AMER3). A expectativa dos analistas é que a varejista se beneficie do espaço deixado em aberto pela concorrente após o caso de fraude.

 

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