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Remy Sharp
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Em momento positivo após compra da Oi, TIM revisa para cima projeções de 2023 a 2025

Companhia de telecomuicações espera que geração de caixa cresça a duplo dígito, enquanto o investimento se reduz e dividendos aumentam

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TIM: Conseguimos alcançar e superar as metas do plano trienal de 2022 –2024, diz Griselli, CEO da companhia (Leandro Fonseca/Exame)

TIM: Conseguimos alcançar e superar as metas do plano trienal de 2022 –2024, diz Griselli, CEO da companhia (Leandro Fonseca/Exame)

Na TIM Brasil (TIMS3) há mais motivos para acreditar em um 2023 de crescimento do que o contrário. A compra de parte dos ativos móveis da Oi e os investimentos recentes nas frequências 5G deixaram a companhia confiante na retenção de clientes e expansão da base. Com o bom momento de pano de fundo, a empresa está anunciando novas projeções - bastante otimistas - para o triênio 2023-2025.

Para 2023 a 2025, a expectativa da TIM é de que sua geração de caixa cresça a duplo dígito, enquanto o investimento deve ficar menor, passando de R$ 14 bilhões para R$ 13,3 bilhões. A receita de serviço deve crescer um dígito alto no curto prazo e um dígito médio ao longo do período, superando a inflação. Por fim, a perspectiva é de que a distribuição de dividendos cresça de R$ 2 bilhões para R$ 2,3 bilhões.

"É um aumento muito mais do momento da TIM. Conseguimos alcançar e superar as metas do plano trienal de 2022 –2024 e estamos com geração de caixa positiva há anos", argumenta Alberto Griselli, CEO da TIM Brasil, em entrevista à EXAME Invest.

Até a conclusão da compra de ativos da Oi, a TIM tinha o menor espectro versus os competidores, Vivo e Claro. Agora, a companhia aumenta seu espectro e supera o mercado, conta Griselli. "Já vimos ganhos ano passado e vai ser mais visível neste ano porque temos eficiência de investimento e mais qualidade de atendimento", diz ele. 

Com a menor necessidade de aplicar recursos para crescer, a companhia conseguiu antecipar para 2023 a projeção de que o capex (investimento) fique abaixo de 20% da receita.

O outro benefício da aquisição da Oi que vai se refletir ao longo desse período nos números que a companhia pretende obter tem a ver com com a margem de contribuição dos clientes da Oi. "De fato compramos margem de contribuição. Isso melhora nossa rentabilidade. O Ebitda do próximo ano vai expandir duplo dígito e já somos líderes de Ebitda na América Latina."

Esse contexto vai ser importante para a empresa de telecomunicações em 2023. Com inflação ainda em patamar elevado e juros a 13,75%, todos os negócios ficam pressionados: custos aumentam enquanto a demanda do consumidor também é afetada.

"Quando se coloca cenário de juros altos e inflação tem um potencial de erosão do poder de compra dos nossos clientes"."Alberto Griselli, CEO da TIM Brasi

Desafios de 2023

Um dos efeitos sentidos do lado da demanda é especialmente na base de clientes pré-pago, que têm menor poder aquisitivo. Ainda assim, em 2022, a companhia registrou um aumento de 21,3% nas linhas dessa modalidade e de 19,4% no pós-pago. No ano, a companhia registrou queda de 43,5% no lucro líquido contábil, a R$ 1,67 bilhão, por causa da compra da Oi. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 17% se considerados ajustes, para R$ 10 bilhões.

O outro efeito está ligado à inadimplência. "Mas temos o melhor indicador do índice de inadimplência", argumenta o executivo, "resultado da estratégia de volume para valor e melhora operacional da curva de cobrança". Segundo ele, o porquê disso tem várias respostas. A primeira é que o serviço hoje é mais essencial que antes da pandemia. A segunda está em servir de forma coerente os clientes.  

Do ponto de vista de custo, Griselli admite que há pressão, mas pondera que a empresa tem "muitas alavancas", como os canais digitais e mesmo o aumento de estrutura proveniente da aquisição e dos investimentos feitos ao longo de 2022. 

Agora, Griselli, que está deixando o cargo de diretor financeiro que ocupou interinamente, diz que 2023 começou "relativamente em linha com 2022", sem sinais de deterioração. No mundo mobile, a demanda é muito relacionada ao uso, o que ele acredita que favorece a companhia que está agora com mais espectro para atender aos clientes. "Na banda larga somos pequenos e temos mais a ganhar e no B2B vemos demanda sólida em novas tecnologia 4G e 5G", acrescenta. 

A direção financeira da TIM Brasil vai ficar a cargo de Andrea Viegas Marques, que ocupava o cargo interinamente. Viegas está há 17 anos na TIM e era diretora de Planejamento e Controle. 

 

 

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