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Em dia de Copom, juro fica quase estável após Anfavea

Apesar da pressão de alta sofrida pelos contratos pela manhã, as taxas encerraram a sessão perto dos ajustes

São Paulo - O reajuste de 5% no preço de venda do diesel nas refinarias, anunciado na noite passada pela Petrobras, trouxe uma pressão de alta para as taxas dos contratos futuros de juros na manhã desta quarta-feira, em meio às preocupações com a inflação.

Mas as dúvidas que antecedem a conclusão do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) e os números fracos de produção e venda de veículos em fevereiro reconduziram as taxas dos DIs para perto dos ajustes da véspera.

No fim do dia, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em julho de 2013 (545.625 contratos negociados) estava em 7,21% (na mínima), ante 7,26% da máxima e 7,24% do ajuste de terça-feira. O DI para janeiro de 2014 (444.945 contratos) marcava 7,67%, ante 7,72% da máxima intraday e 7,67% do ajuste anterior, enquanto o contrato para janeiro de 2015 (210.950 contratos) tinha taxa de 8,35%, ante 8,40% da máxima e 8,33% da véspera.

Entre os contratos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (90.970 contratos) estava em 8,98%, ante 9,04% da máxima e 8,98% de terça-feira. Já o DI para janeiro de 2021 (9.900 contratos) tinha taxa de 9,43%, ante 9,50% da máxima e 9,45% do ajuste.

Na noite passada, a Petrobras informou um reajuste de 5% no preço de venda do diesel nas refinarias, que começou a vigorar nesta quarta-feira. Segundo comunicado da companhia, o reajuste foi definido considerando sua política, que "busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo".

Apesar do aumento do diesel, que não era esperado, analistas disseram que o impacto maior deve recair sobre os Índices Gerais de Preços (IGPs), com influência menor sobre os custos do varejo. Ainda assim, as taxas dos DIs reagiram em alta durante a manhã. "As taxas abriram com viés de alta com o anúncio do aumento do diesel pela Petrobras. Além disso, os dados da ADP (de geração de vagas no setor privado dos EUA) vieram acima da expectativa, o que contribuiu para o movimento", comentou Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco WestLB do Brasil.

De acordo com o relatório da ADP/Macroeconomic Advisers, o setor privado norte-americano criou 198 mil empregos em fevereiro, em base sazonalmente ajustada, superando a expectativa dos economistas, de 175 mil novas contratações. O número, que deu certo suporte aos negócios com ações nos Estados Unidos, sugere recuperação da atividade, o que no limite pode se traduzir em alta dos preços internacionais.


À tarde, esses fatores foram ofuscados por outras preocupações. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que a produção de veículos em fevereiro diminuiu 17,9% em relação a janeiro, enquanto a venda de veículos caiu 24,5% no mesmo período. Na comparação com fevereiro de 2012, houve alta de 5,2% na produção e queda de 5,8% nas vendas.

O economista sênior do Besi Brasil, Flávio Serrano, destacou que os dados da Anfavea não foram bons, o que coloca em dúvida a recuperação da atividade em fevereiro. "O dado de produção industrial, que sai amanhã, deve vir bom, mas ele é de janeiro. Já os números da Anfavea e da Fenabrave (de fevereiro, anunciados na véspera) deram uma perspectiva ruim para a atividade", comentou.

Os investidores também seguem à espera da decisão desta noite do Copom. São praticamente unânimes as apostas de que o BC manterá a Selic em 7,25% ao ano, mas investidores e analistas estão ansiosos para saber se o comitê manterá, no comunicado da reunião, o termo "suficientemente prolongado" em relação ao juro básico para caracterizar a estratégia no futuro próximo. "Os juros subiram pela manhã e voltaram aos ajustes à tarde. Os investidores retornam às posições originais, como se o aumento do diesel não tivesse ocorrido, porque eles estão à espera do Copom", afirmou um operador da área de renda fixa.

Pela manhã, surgiu ainda uma boa notícia no âmbito da inflação. A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi de 0,20% em fevereiro, após ficar em 0,31% em janeiro. O resultado ficou no piso do intervalo das projeções do mercado, que esperava taxa entre 0,20% a 0,49%.

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