Acompanhe:

Elon Musk começa as demissões no Twitter (TWTR34), sede brasileira também sofre cortes

Os planos do empresário preveem uma redução de 50% da força de trabalho total da rede social

Perfil de Elon Musk no Twitter (Getty/Exame)

Perfil de Elon Musk no Twitter (Getty/Exame)

Carlo Cauti
Carlo Cauti

4 de novembro de 2022, 13h06

O programa de demissões anunciado por Elon Musk após a compra do Twitter (TWTR34) começou a acontecer nesta sexta-feira, 4, e os desligamentos estão acontecendo também na sede brasileira da rede social.

A EXAME Invest apurou que vários funcionários brasileiros começaram a receber emails em inglês onde o Twitter anunciava o fim da colaboração profissional.

"No começo do dia de hoje, Twitter está realizando uma redução da força de trabalho para ajudar a aumentar a saúde da empresa. Essas decisões nunca são fáceis de serem tomadas e lamentamos lhe informar que seu papel no Twitter será impactado. Hoje é seu último dia de trabalho a empresa", aparece no email enviado para os funcionários.

Desde a última quinta-feira, 3, os funcionários do Twitter relataram problemas em acessar os sistemas do Twitter, como ferramentas de comunicação interna e emails.

O desligamento formal vai ocorrer no dia 4 de janeiro de 2023, e os trabalhadores vão receber uma compensação econômica.

Certa de 3,7 mil dos 7,5 mil funcionários do Twitter deverão ser demitidos, conforme planos divulgados internamente pela rede social. Muitos deles começaram a postar mensagens de despedida na própria rede social.

Alguns funcionários demitidos nos Estados Unidos já entraram com um processo trabalhista contra a rede social, acusada de não respeitar o aviso prévio de 60 dias antes das demissões.

Musk adquiriu a rede social na última semana de outubro, em uma operação de US$ 44 bilhões. Imediatamente ele anunciou os cortes de orgânico, além de revocar o home office permanente que estava em vigor desde a época da pandemia e cancelar as folgas das equipes, os chamados "dias de descanso" que os funcionários recebiam como benefício por parte da empresa.

O CEO da Tesla (TSLA34) já deixou sua marca na gestão do Twitter desde o fechamento da aquisição, há uma semana, pedindo aos funcionários que trabalhassem ininterruptamente em projetos selecionados, como a oferta de um serviço de assinatura de US$ 8 por mês para os usuários que querem manter o "selinho azul", sendo verificados. Isso aumentaria a visibilidade de suas postagens e permitiria uma menor visualização de anúncios.

Twitter (TWTR34) teve uma queda maciça da receita, diz Musk

Em um tweet postado nesta sexta-feira, Musk escreveu que o Twitter sofreu "uma queda maciça na receita" por causa dos anunciantes que reduziram o uso da plataforma de mídia social.

Segundo ele, essa redução da receita teria ocorrido por causa de “grupos ativistas que pressionam os anunciantes”. Por isso, o Twitter não mudou a moderação do conteúdo e tentou abordar as preocupações dos ativistas.

Musk classificou essa atuação dos grupos ativistas como uma ameaça à liberdade de expressão, e classificou isso como algo “extremamente bagunçado!”.

Vários anunciantes de grande nome, incluindo a gigante de alimentos General Mills, a Oreo e a Pfizer suspenderam temporariamente sua publicidade no Twitter após a aquisição da empresa por Musk.

Entre 2010 e 2021, a receita total do Twitter foi de cerca de US$ 25 bilhões, seus gastos com pesquisa e desenvolvimento totalizaram cerca de US$ 7,8 bilhões e seu lucro líquido ficou no vermelho em torno de US$ 1,3 bilhão cumulativamente.