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Elétricas sofrem apagão na Bovespa após corte de energia

O IEE, Índice de Energia Elétrica, desabava 4,5%


	Houve corte de 800 MW nas áreas de concessão da CPFL nos Estados de São Paulo e no Rio Grande do Sul
 (Marcos Issa/Bloomberg)

Houve corte de 800 MW nas áreas de concessão da CPFL nos Estados de São Paulo e no Rio Grande do Sul (Marcos Issa/Bloomberg)

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Marcelo Poli

19 de janeiro de 2015, 16h25

São Paulo – As ações da CPFL registravam queda de 9%, puxando o desempenho negativo da Bovespa e de companhias do setor elétrico ao final do pregão desta segunda-feira. O Ibovespa perdia quase 3%.

O IEE, Índice de Energia Elétrica, desabava 4,5% após as distribuidoras CPFL, Copel ,Light e Eletropaulo confirmarem que receberam ordem do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para o corte de eletricidade distribuída em vários Estados do país nesta tarde. Os papéis da Light também recuavam forte, cerca de 7% na reta final do pregão.

As empresas afirmaram que não sabiam os motivos para o corte de carga, que já começou a ser restabelecida em áreas de concessões atingidas. O corte seletivo de carga ocorreu dentro do denominado ERAC (Esquema Regional de Alívio de Carga), sistema de proteção coordenado pelo ONS, que determina às concessionárias de energia elétrica cortes em estágio, com o objetivo de preservar o fornecimento do sistema, informou a CPFL.

Houve corte de 800 MW nas áreas de concessão da CPFL nos Estados de São Paulo e no Rio Grande do Sul, de 530 MW na área da Copel (PR), 700 MW na área da Eletropaulo (SP). A Light não pôde informar de imediato o tamanho do corte em sua área de concessão, segundo informações da agência Reuters.