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EIA prevê Brent acima de US$ 95 no curto prazo — mas a US$ 70 no fim do ano

Agência americana projeta impacto do bloqueio no Estreito de Ormuz, mas espera alívio nas cotações à medida que o fluxo na região se regularize

Petróleo: Agência de Departamento de Energia dos EUA prevê alta de curto prazo (Angus Mordant/Getty Images)

Petróleo: Agência de Departamento de Energia dos EUA prevê alta de curto prazo (Angus Mordant/Getty Images)

Caroline Oliveira
Caroline Oliveira

Colaboradora na Exame

Publicado em 10 de março de 2026 às 17h06.

Os preços do petróleo Brent devem ficar acima de US$ 95 por barril nos próximos dois meses, devido ao conflito no Oriente Médio, aponta relatório mensal da Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês) divulgado nesta terça-feira, 10. A EIA é a principal agência de estatística e análise do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE). As projeções da entidade funcionam como um "termômetro" que baliza as expectativas de oferta e demanda em todo o mundo.

Segundo a EIA, as cotações da commodity deverão recuar para menos de US$ 80 por barril no 3º trimestre de 2026, antes de caírem para cerca de US$ 70 até o fim do ano.

O bloqueio significativo do Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa quase um quinto do suprimento mundial de petróleo — deve fazer com que a produção no Oriente Médio recue ainda mais nas próximas semanas, afirmou a EIA. A entidade acrescentou que essas paralisações na produção tendem a diminuir gradualmente, à medida que o transporte for retomado.

Fontes informaram nesta segunda-feira que a Arábia Saudita iniciou cortes na produção de petróleo, juntando-se a outros produtores do Golfo, como Iraque e Kuwait, na redução da oferta em meio às restrições. A EIA avaliou que, uma vez restabelecido o fluxo de petróleo pelo Estreito, a produção global deverá continuar superando a demanda.

A alta dos preços deve aumentar a produção de petróleo bruto nos Estados Unidos, com previsão de, em média,  13,61 milhões de barris por dia este ano, segundo a agência.

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