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Dona da Zara lucra 6,2 bi de euros e prepara expansão de marcas no Brasil

Com presença em 214 mercados, grupo aposta em expansão e integração entre lojas físicas e e-commerce

Inditex: grupo reúne oito marcas globais de moda (Inditex/Divulgação)

Inditex: grupo reúne oito marcas globais de moda (Inditex/Divulgação)

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Editor de Invest

Publicado em 11 de março de 2026 às 09h17.

Última atualização em 11 de março de 2026 às 13h38.

A Inditex, gigante espanhola do varejo de moda e controladora da Zara, encerrou o exercício fiscal de 2025 com novos recordes de vendas e lucro, sustentada pela expansão internacional e pelo avanço do modelo omnichannel que integra lojas físicas e comércio eletrônico.

A receita líquida do grupo somou 39,9 bilhões de euros (cerca de R$ 247 bilhões), alta de 3,2% em relação ao ano anterior. Em moeda constante, o crescimento foi mais forte, de 7%, indicando avanço consistente da demanda global.

O lucro líquido atingiu 6,2 bilhões de euros (aproximadamente R$ 38,5 bilhões), aumento de 6% na comparação anual. Já o Ebitda alcançou 11,3 bilhões de euros (cerca de R$ 70 bilhões), crescimento de 5%, enquanto o Ebit somou 8 bilhões de euros (aproximadamente R$ 49,6 bilhões).

A rentabilidade também avançou. A margem bruta chegou a 58,3%, enquanto as despesas operacionais cresceram 2,8%, abaixo do ritmo das vendas — sinal de disciplina de custos.

Segundo o CEO da companhia, Óscar García Maceiras, o desempenho reflete a capacidade do grupo de se manter próximo do consumidor em diferentes mercados.

“Esses resultados refletem a capacidade das nossas equipes de honrar a confiança que milhões de clientes depositam diariamente em nossos oito formatos comerciais. Conectar-se com eles, entender seus desejos e oferecer o melhor produto e uma experiência diferenciada sustentam nossas expectativas de crescimento no longo prazo.”

Apesar dos resultados robustos, não foi um ano linear para a Inditex, com alguns trimestres ficando abaixo da expectativa, impactados pela concorrência chinesa e de recuperação na reta final de 2025. 

A Inditex opera 5.460 lojas em 214 mercados, combinando presença física com plataformas digitais integradas.

O grupo reúne oito marcas globais de moda: Zara, Zara Home, Lefties, Pull&Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius e Oysho.

A Zara continua sendo o principal motor do grupo, com 28,1 bilhões de euros (R$ 174 bilhões) em vendas em 2025. Entre as demais marcas, destacam-se Bershka (3,3 bilhões de euros) e Stradivarius (3 bilhões de euros).

Do ponto de vista geográfico, Europa (ex-Espanha) responde por 51,3% das vendas, seguida pelas Américas (17,8%), Espanha (15,9%) e Ásia e outros mercados (15%).

Na região das Américas — que inclui o Brasil —, a companhia prepara uma nova etapa de expansão. Entre os planos anunciados está a chegada da marca Bershka ao Brasil, ampliando a presença do grupo no país e reforçando sua estratégia de crescimento na região.

Além de uma Berksha em São Paulo, que abrirá em março no shopping Morumbi, uma segunda loja será aberta no Rio de Janeiro, anunciou a companhia.

As vendas online cresceram 4,8%, atingindo 10,7 bilhões de euros (R$ 66 bilhões), refletindo a estratégia digital do grupo.

A empresa terminou o exercício com posição de caixa líquido de 11 bilhões de euros (cerca de R$ 68 bilhões) e fluxo de caixa livre de 4,7 bilhões de euros (R$ 29 bilhões).

O conselho de administração propôs dividendo de 1,75 euro por ação (aproximadamente R$ 10,85), a ser pago em duas parcelas ao longo de 2026.

Para 2026, a companhia projeta continuidade da expansão, com crescimento de cerca de 5% na área comercial e investimentos estimados em 2,3 bilhões de euros (R$ 14,3 bilhões) voltados principalmente à modernização das lojas, integração tecnológica e fortalecimento das plataformas digitais.

A Inditex também informou que o novo exercício começou forte: as vendas das coleções de primavera-verão cresceram 9% em moeda constante entre fevereiro e início de março de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

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