Mercados nesta segunda, 13: Trump indicou que o Irã demonstrou interesse em avançar nas negociações (Germano Lüders/Exame)
Repórter
Publicado em 13 de abril de 2026 às 15h19.
O Ibovespa firmou em leve alta na tarde desta segunda-feira, 13, acompanhando a melhora do humor externo. Por volta das 15h10, o principal índice da B3 subia 0,29%, aos 197.887 pontos. Em paralelo, o dólar recuava frente ao real 0,36%, cotado a R$ 4,994 — o menor valor desde 27 de março de 2024.
Os mercados locais e internacionais ganharam tração ao longo da tarde após sinais de distensão no cenário geopolítico.
Segundo fontes ouvidas pelo portal Axios, Estados Unidos e Irã continuam em diálogo e ainda há espaço para um eventual acordo após os países terem saído sem um cessar-fogo definitivo em negociação no último sábado, 11.
O presidente dos EUA, Donald Trump, também afirmou na tarde desta segunda que o tráfego pelo Estreito de Ormuz segue normal, destacando que dezenas de embarcações cruzaram a região recentemente e que não há confronto em andamento, após ele próprio ter declarado que fecharia a passagem às 11h desta segunda.
Em outra frente, Trump indicou que o Irã demonstrou interesse em avançar nas negociações. De acordo com o presidente americano, interlocutores ligados a Teerã teriam procurado os EUA para retomar o diálogo.
O presidente dos EUA ressaltou, no entanto, que as conversas esbarraram em divergências sobre o programa nuclear iraniano e reiterou que Washington não aceitará qualquer acordo que permita ao país desenvolver armas nucleares. Ainda assim, avaliou que há possibilidade de avanço nas tratativas.
No mesmo horário, o petróleo reduzia parte dos ganhos mais fortes do dia, embora permanecesse em alta expressiva. O contrato do WTI para maio subia 2,70%, a US$ 99,18, enquanto o Brent avançava 4,32%, a US$ 99,24.
O início da semana é dominado pela choque internacional, com a escalada geopolítica envolvendo Estados Unidos e Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz.
"O cenário geopolítico permanece complexo, com tensões simultâneas no Oriente Médio, Ucrânia e Ásia-Pacífico. A fala de Kristalina Georgieva, do FMI, reforça que choques de preços tendem a persistir mesmo com eventuais cessar-fogos, indicando que o componente inflacionário pode ser mais estrutural do que transitório", afirmou Eduardo Marzbanian, analista da Eleven Financial.
Segundo ele, na América Latina, o fluxo ainda favorece a região como destino relativo entre os emergentes, impulsionado por exportadores de commodities e pelo diferencial de juros reais. "Ainda assim, persistem fragilidades, especialmente no Brasil, com deterioração de balanços corporativos e maior custo de capital", disse.