Invest

Desemprego no Brasil e escolha de Trump para o Fed: o que move os mercados

O pano de fundo para esta sexta-feira é um mercado que vem de ajuste, o Ibovespa interrompeu a sequência de recordes e bolsas de NY mistas

Agenda do mercado: investidores monitoram dados de atividade, inflação, emprego e contas públicas ao longo do dia, além de eventos políticos e corporativos que podem mexer com os preços dos ativos (Nikada/Getty Images)

Agenda do mercado: investidores monitoram dados de atividade, inflação, emprego e contas públicas ao longo do dia, além de eventos políticos e corporativos que podem mexer com os preços dos ativos (Nikada/Getty Images)

Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 05h30.

Os mercados chegam a esta sexta-feira, 30, em clima de cautela, após um pregão de aversão ao risco e com uma agenda carregada de indicadores econômicos no exterior e no mercado doméstico. Investidores monitoram dados de atividade, inflação, emprego e contas públicas ao longo do dia, além de eventos políticos e corporativos que podem mexer com os preços dos ativos.

No Brasil, o destaque da manhã é a divulgação da Pnad Contínua, com a taxa de desemprego de dezembro, às 9h, um dos principais termômetros do mercado de trabalho e variável acompanhada de perto por investidores e formuladores de política econômica.

No trimestre encerrado em novembro de 2025, o IBGE apontou que a taxa de desocupação caiu para 5,2%, um recuou 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre móvel anterior (5,6%) e 0,9 ponto na comparação anual (6,1%).

Antes da Pnad, porém, às 8h, sai o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) de janeiro. Na sequência, às 8h30, o mercado recebe uma bateria de dados fiscais: dívida bruta e líquida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), resultado primário e resultado nominal de dezembro.

No cenário internacional, a agenda começa cedo na Europa. Ainda de madrugada, a França divulga a prévia do PIB do quarto trimestre, tanto na comparação anual quanto trimestral, além dos dados de gastos dos consumidores de dezembro e do índice de preços ao produtor (IPP).

A Alemanha também entra no radar com números de preços de bens importados, taxa de desemprego de janeiro e a prévia do PIB do quarto trimestre. Mais tarde, às 7h, a Zona do Euro divulga PIB e taxa de desemprego, oferecendo uma leitura consolidada sobre a atividade econômica do bloco no fim de 2025.

Nos Estados Unidos, a atenção se volta para os dados de inflação ao produtor. Às 10h30, saem o IPP de dezembro e seus núcleos, tanto na comparação mensal quanto anual, indicadores que ajudam a calibrar as expectativas sobre a trajetória de preços e, consequentemente, a política monetária.

Às 11h45, o PMI de Chicago de janeiro complementa o quadro de atividade. No fim do dia, às 19h, um discurso de Michelle Bowman, membro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), também pode entrar no radar dos mercados.

Já no encerramento da sessão asiática, a China divulga os PMIs industrial, não manufatureiro e composto de janeiro.

Trump diz que vai anunciar indicação à presidência do Fed

Além dos indicadores, o noticiário político ganha peso nesta sexta-feira. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta, 29, que anunciará pela manhã de hoje o nome escolhido para presidir o Federal Reserve, encerrando meses de especulação sobre quem sucederá Jerome Powell.

Trump disse que o indicado será “alguém muito respeitado” no mundo financeiro. Na noite de ontem, o ex-governador do Fed Kevin Warsh surgiu como favorito, em meio a informações de que o nome de Rick Rieder, da BlackRock, teria perdido força.

Também estão no radar Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional, e Christopher Waller, diretor do Conselho de Governadores do Fed. A definição do novo comando do banco central americano é vista como um evento de alto impacto para os mercados globais.

Balanço das petrolíferas

No calendário corporativo, os balanços de Exxon Mobil e Chevron são os principais destaques do dia nos Estados Unidos. As ações das duas companhias subiram forte ao longo de janeiro, em meio aos desdobramentos da invasão dos EUA à Venezuela.

O governo Trump afirmou que pretende vender entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano sob controle americano, após a destituição de Nicolás Maduro, movimento que gerou cautela entre executivos do setor quanto a um eventual retorno ao país.

O pano de fundo para esta sexta-feira é um mercado que vem de ajuste. Na véspera, o Ibovespa interrompeu a sequência de recordes e fechou em queda de 0,84%, aos 183.133 pontos, após atingir máxima intradiária de 186.449,75 pontos logo no início do pregão.

O movimento foi marcado por realização de lucros, pressão externa e ajuste no setor bancário, depois de dias de forte alta. Em Nova York, as bolsas tiveram desempenho misto, com o Nasdaq pressionado por balanços de big techs, enquanto o Dow Jones conseguiu leve alta.

Acompanhe tudo sobre:MercadosAçõesbolsas-de-valoresEstados Unidos (EUA)Donald TrumpFed – Federal Reserve System

Mais de Invest

Ibovespa renova recorde de fechamento e supera os 186 mil pontos com 'blue chips'

Dólar cai para R$ 5,18 e tem menor valor de fechamento em quase dois anos

IPVA 2026 em MG: pagamento começa nesta segunda-feira, 9; veja calendário

Ibovespa acelera e sobe mais de 1% com alta das blue chips