Delta divulga resultado e antecipa desafios das aéreas pós-pandemia

Aumento de custos com petróleo mais caro e ameaça a voos internacionais com variante Delta da covid ajudam a explicar queda das ações apesar de forte retomada de voos domésticos
Delta divulga nesta manhã de quarta os resultados do segundo trimestre, na saída da pandemia nos Estados Unidos | Foto: Larry Downing/Reuters (Reuters/Larry Downing)
Delta divulga nesta manhã de quarta os resultados do segundo trimestre, na saída da pandemia nos Estados Unidos | Foto: Larry Downing/Reuters (Reuters/Larry Downing)
Por Da RedaçãoPublicado em 14/07/2021 06:15 | Última atualização em 13/07/2021 23:32Tempo de Leitura: 2 min de leitura

As notícias e as imagens de aeroportos cheios -- como costumava ser antes da pandemia -- no verão do Hemisfério Norte impulsionaram as ações das maiores companhias aéreas do mundo para patamares próximos ao pré-pandemia, certo?

Não é bem assim. No maior mercado ocidental, o dos Estados Unidos, as principais companhias engataram forte recuperação das ações entre o quarto trimestre de 2020 e o primeiro deste ano, mas, na maioria dos casos, as cotações passaram a cair de três meses para cá. Isso apesar do aumento da demanda, em especial no mercado doméstico.

E um caso exemplar das dificuldades ainda enfrentadas pelo setor será conhecido nesta manhã de quarta-feira, 14 de julho, com a divulgação do resultado do segundo trimestre da Delta, a maior companhia aérea americana.

O consenso de projeções em Wall Street aponta para um prejuízo por ação de US$ 1,37, com receitas de US$ 6,32 bilhões.

Três meses atrás, a Delta divulgou um prejuízo ajustado de US$ 3,55, maior do que as expectativas de mercado. Na ocasião, as ações da companhia com sede em Atlanta eram negociadas na casa de US$ 47. Desde então, o papel entrou em trajetória de queda, que se acumula em 14,2% na janela de três meses. E a Delta não está sozinha.

As três outras companhias -- American Airlines, United e Southwest -- que dominam o mercado americano estão com queda entre 10% e 18% no mesmo período de comparação. Veja abaixo as principais razões para a desvalorização, que serão também pontos aos quais analistas e investidores estarão atentos na divulgação do resultado da Delta:

  • Impacto da escalada do preço do petróleo e, consequentemente, do combustível de aviação nas despesas.
  • Viagens de negócios: no primeiro trimestre, a demanda ainda estava em patamar equivalente a 20% do que era antes da pandemia. Já há sinais de reação?
  • Viagens internacionais: Também está levando mais tempo para se recuperar. Haverá atenção para saber se o aumento do número de casos da variante Delta já afeta a demanda por destinos na Europa e na Ásia.
  • Recontratação de pilotos, comissários e demais funcionários: quais os custos envolvidos.