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De Febraban à Natura: empresas e representantes do mercado repudiam ataques golpistas em Brasília

Empresas e entidades de mercado se unem em repúdio aos atos antidemocráticos do fim de semana

Caos em Brasília: Bolsonaristas depredam deses dos Três Poderes (Joedson Alves/Anadolu Agency via/Getty Images)

Caos em Brasília: Bolsonaristas depredam deses dos Três Poderes (Joedson Alves/Anadolu Agency via/Getty Images)

GG

Guilherme Guilherme

Publicado em 9 de janeiro de 2023 às 09h46.

Última atualização em 9 de janeiro de 2023 às 09h53.

Os principais nomes da economia brasileira se juntaram em uníssono posicionamento contra os ataques antidemocráticos às sedes dos Três Poderes.

A Federação Brasileira dos Bancos, Febraban, disse em nota repudiar "com veemência as agressões ao patrimônio público nacional e a violência contra as instituições que representam o Estado Democrático de Direito".

A defesa à democracia foi reforçada pela AMEC. A associação, que representa as principais gestoras do mercado financeiro, como a Verde, de Luis Stuhlberger, e a 3G, de Jorge Paulo Lemann, disse repudiar com "veemência os atos de vandalismo e ataques aos Poderes da República. "A AMEC se solidariza com as instituições atingidas e apoia a retomada da instabilidade, com respostas tempestivas do Estado Brasileiro", afimrou em nota.

A Anbima, associação que representa as entidades do mercado financeiro, condenou os atos que "atacaram a nossa democracia e vandalizaram nosso patrimônio público". Carlos André, presidente da Anbima, disse em nora que o Brasil "é um país forte, com instituições democráticas estabelecidas".

"Estamos convictos de que o estado de direito prevalecerá e que seguiremos contribuindo para o desenvolvimento da nossa economia e fortalecimento da nossa sociedade", afirmou a Anbima. O repúdio aos ataques de Brasília também tiveram apoio da CVM. 

Os protestos golpistas também geraram reação de algumas das principais empresas de capital aberto. Uma das primeiras a se posicionar sobre os atos de domingo foi a Natura & Co. Em nota, a empresa disse que repudia o episódio e o classifica como criminoso. “Esses atos criminosos representam uma afronta à democracia brasileira, em uma tentativa de calar as instituições constituídas e silenciar os espaços públicos de diálogo. As cenas a que assistimos neste domingo se opõem a nossas crenças e razão de ser.”

Em publicação no LinkedIn, o CEO da Natura &Co Latam, João Paulo Ferreira, afirmou ser imprescindível que as instituições atuem com urgência em defesa à democracia e falou em responsabilização dos envolvidos. “O fortalecimento do Estado Democrático de Direito é fundamental para o país enfrentar seus desafios socioeconômicos e melhorar a vida dos brasileiros

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