Cyrela, MRV, IRB: as 10 maiores altas e baixas do Ibovespa em setembro

Índice fecha setembro no positivo com impulso no último pregão antes de eleições
Painel de cotações da B3: construtoras são principal destaque de alta no mês (Germano Lüders/Exame)
Painel de cotações da B3: construtoras são principal destaque de alta no mês (Germano Lüders/Exame)
Beatriz Quesada
Beatriz QuesadaPublicado em 30/09/2022 às 21:37.

O Ibovespa conseguiu migrar para o positivo no último pregão de setembro, e fechou o mês em alta de 0,7% após saltar 2,2% nesta sexta-feira, 30. O mês foi de intensa volatilidade para o índice, que vinha alternando entre perdas e ganhos por conta do ambiente de aversão a risco no exterior após novas altas de juros nos Estados Unidos

Por aqui, no entanto, o Banco Central acompanhou as expectativas do mercado e encerrou o ciclo de alta de juros, mantendo a Selic em 13,75% ao ano. Embora o patamar ainda seja bastante restritivo, investidores já ficaram de olho nos papéis que podem se beneficiar com possíveis cortes na taxa – ainda que apenas em 2023.

A decisão impulsionou papéis como os das construtoras, que foram o principal destaque positivo do mês de setembro. Cyrela (CYRE3) liderou os ganhos do mês, subindo quase 30%.

As ações também sofreram influência do cenário político. Os papéis de educação, por exemplo, tiveram fortes altas após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder na corrida presidencial, afirmar que pretende retomar programas voltados para a área

Lula afirmou no Twitter que fortaleceria os programas Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fies Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O tuíte do candidato virou assunto nos grupos de mercado e entre analistas do setor, dando impulso para os papéis de educação. Vale lembrar que o Prouni oferece bolsas de estudos parciais e integrais em faculdades privadas, enquanto o Fies tem alternativas de financiamento para estudo também em unidades privadas, o que poderia beneficiar empresas como Yduqs (YDUQ3) e Cogna (COGN3)

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Na ponta negativa, as maiores quedas ficaram com o IRB (IRBR3), que recuou 33% depois de já ter acumulado uma queda de quase 15% no mês anterior. O motivo da queda foi o follow-on da empresa, após a saiu a R$ 1 por ação, com desconto de 29%. Logo depois da precificação da oferta, os papéis chegaram a ser negociados no menor nível da história, a R$ 1,08.

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As ações dos frigoríficos também apresentaram fortes quedas, com Marfrig (MRFG3), Minerva (BEEF3) e BRF (BRFS3) caindo perto de 20%. Os papéis começaram sua derrocada no início do mês, com um um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos apontando para uma expectativa de queda drástica nas importações de carne bovina na China. Ao longo de setembro, as ações não conseguiram se recuperar.