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Conselho da Tegma rejeita por unanimidade proposta de fusão da JSL

Negócio havia sido informado ao mercado no início do mês e criaria empresa líder em transporte logístico rodoviário; veja as razões para a recusa da Tegma
Tegma é a empresa líder no transporte de veículos novos no país | Foto: Tegma/Divulgação (Divulgação/Tegma)
Tegma é a empresa líder no transporte de veículos novos no país | Foto: Tegma/Divulgação (Divulgação/Tegma)
Por Da RedaçãoPublicado em 16/07/2021 21:52 | Última atualização em 16/07/2021 21:52Tempo de Leitura: 3 min de leitura

A Tegma (TGMA3) informou nesta sexta-feira, 16 de julho, no fim da tarde que seu conselho de administração decidiu por unanimidade rejeitar a proposta não solicitada de combinação de negócios pela JSL (JSLG3).

Em 1º de julho, a holding Simpar (SIMH3) informou ao mercado que a sua controlada JSL havia enviado uma proposta de combinação de negócios para a rival Tegma, em uma transação que envolve o pagamento em dinheiro e ações. As duas companhias são as maiores do mercado em transporte logístico rodoviário.

Desde então, as ações da Tegma subiram 15,2% na B3, enquanto as da JSL avançaram 5%. As ações da Simpar acumularam alta de 15,5%.

A proposta incluía pagamento de 989 milhões de reais aos acionistas da Tegma, além de 49,4 milhões de novas ações da JSL, o que os fariam ter cerca de 15% do capital da JSL. A empresa combinada teria receita bruta de 6,1 bilhões de reais e Ebitda de 827 milhões de reais.

Segundo consta da ata da reunião do conselho, o principal fator para a decisão de rejeição foi a avaliação de que a proposta não corresponde ao valor justo da Tegma nem a suas perspectivas de crescimento.

"Com base em nossa avaliação econômico-financeira e sujeito ao disposto acima e a outros fatores relevantes por nós considerados, é nossa opinião que, na presente data, a proposta da JSL não reflete o valor econômico-financeiro intrínseco da Tegma", escreveram sócios do Rothschild & Co Brasil, contratado para elaborar um parecer.

A proposta de fusão havia sido elogiada por analistas do ponto de vista de sinergias e complementaridade de negócios das duas companhias. No dia seguinte à revelação da proposta, Bruno Lima, Head do BTG Pactual digital Equity Research, disse que a fusão seria "extremamente positiva" tanto a JSL quanto a Tegma.

No entanto, pelos termos propostos, o analista disse enxergar uma leve vantagem para a JSL. "Não tem muito prêmio levando em conta o valor de mercado da Tegma. Mas é só a primeira discussão", ressalvou o analista, o que sinalizou um entendimento do mercado já naquele momento de que a oferta da JSL poderia ter que ser melhorada.

De acordo com a Simpar, a combinação de negócios oferece sinergias "significativas", com ganhos de escala, diluição de custos fixos e cross selling (vendas cruzadas de produtos e serviços) através da maior oferta de serviços da JSL para os clientes da Tegma, contribuindo para o crescimento orgânico e fidelização do relacionamento comercial.

A Tegma divulgou posteriormente a contratação do escritório Trindade Sociedade de Advogados e de "instituição financeira de primeira linha" para avaliar a proposta.

(Com a Reuters)