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Combo de dados nos EUA: auxílio-desemprego, PCE e PIB movem mercados nesta quinta

No Brasil é dia de agenda esvaziada após euforia na bolsa e novo recorde histórico para o Ibovespa

Pedidos de auxílio-desemprego: um dos destaques da agenda

Pedidos de auxílio-desemprego: um dos destaques da agenda

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Editor de Invest

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 05h00.

Os mercados vêm de uma quarta-feira de euforia na bolsa brasileira. O Ibovespa não subia tanto desde abril de 2023 e a alta foi generalizada. Somente uma ação da carteira do índice fechou em baixa na sessão passada. Analistas e gestores garantem que teve mão do investidor estrangeiro nisso. Só vai ser possível saber quando a B3 revelar o fluxo deste dia 21 de janeiro de 2026, em que o Ibovespa bateu mais um recorde histórico, ficando bem próximo dos 172 mil pontos. A pergunta que fica é: e hoje, a alta se mantém?

A depender da agenda econômica do dia, nada parece ser um empecilho. No Brasil, não há indicadores econômicos com potencial para mexer com o preço dos ativos. Mas os Estados Unidos trazem números que certamente vão ser avaliados pelo Federal Reserve na próxima semana, quando a autoridade monetária se reúne pela primeira vez no ano para decidir o que faz com os juros. Na ferramenta Fed Watch, do CME Group, 95% das apostas apontam para uma pausa no ciclo de alívio monetário.

PIB e emprego

Às 10h30 (horário de Brasília) sai a primeira revisão do Produto Interno Bruto (PIB) americano do terceiro trimestre. O número original, divulgado no final do mês passado, apontou para um crescimento de 4.3% na comparação anual, ritmo mais forte em dois anos. O consenso do mercado não acredita que haverá alteração nesse percentual.

No mesmo horário, saem os números semanais de pedidos de auxílio-desemprego referentes à semana encerrada em 17 de janeiro. A mediana das projeções indica uma aceleração no indicador, de 198 mil na semana anterior, para 208 mil.

Inflação nos EUA e Japão

A agenda traz dados atualizados de renda e consumo pessoais medidos pelo PCE, índice de inflação tido como referência pelo Fed em suas decisões de política monetária. Números de novembro, que estavam atrasados em função do último shutdown do governo americano, por fim serão revelados. A uma altura dessa, é um dado distante demais para influenciar a próxima reunião do BC americano.

No Japão, onde o temor de uma crise fiscal tem elevado os juros dos títulos soberanos de longo prazo, será divulgado o índice de preços ao consumidor.

E no calendário corporativo, o principal destaque é o balanço do Intel, que vai ser divulgado após o fechamento das bolsas nos Estados Unidos.

Na Suíça, o Fórum Econômico Mundial entra no seu quarto dia. Ontem, falas do presidente americano Donald Trump sobre não usar força numa possível anexação da Groenlândia e a suspensão de tarifas de 10% que seriam aplicadas a países europeus deram alívio as bolsas americanas. Resta saber o que a geopolítica reserva para o dia de hoje.

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